Ciclo 10 Anos Sem Bowie explora a carreira cinematográfica do Camaleão do Rock

Bowie em “O Homem que Caiu na Terra” (foto divulgação)

Conhecido como o Camaleão do Rock, David Bowie tem também uma extensa carreira cinematográfica. O MIS Campinas explora o lado ator do artista no Ciclo 10 Anos Sem Bowie, com a exibição de 11 filmes do mais variados gêneros.

A programação, com curadoria de Nayara Lopes, acontece sempre na primeira quarta-feira do mês, às 19h30, na Sala Glauber Rocha, e começa nesta semana, dia 4 de fevereiro, com o “Homem que Caiu na Terra”.

“O Ciclo 10 Anos Sem Bowie nasceu de uma vontade de homenagear esse grande artista que nos deixou há 10 anos e trazer ao público que não conhece a sua carreira no cinema, mais essa faceta”, comenta a curadora.

Entre os títulos que serão exibidos ao longo do ano estão “Apenas um Gigolô”, dirigido por David Hemmings; “Furyo, Em Nome da Honra”, de Nagisa Oshima; “Labirinto”, de Jim Henson; “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese, e “Basquiat – Traços de Uma Vida”, de Julian Schnabel (veja a lista completa abaixo).

As produções percorrem um período que vai de 1976 a 2006. “Os filmes foram escolhidos cuidadosamente, de forma cronológica, pensando em papéis que fizeram a diferença na carreira do nosso Starman”, diz Nayara. (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 4 de fevereiro a 2 de dezembro (quarta-feira)
Horário: 19h
Local: Sala Glauber Rocha – MIS Campinas
Endereço: Rua Regente Feijó, 859, Centro, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita

| PROGRAMAÇÃO |

4 DE FEVEREIRO

O Homem que Caiu na Terra
Nicolas Roeg, 1976, EUA, 16 anos

Um alienígena humanoide chega à Terra em busca de recursos para salvar seu planeta, assolado pela seca. Usando tecnologia avançada, ele constrói um império financeiro, mas acaba envolvido nas contradições, vícios e violências do mundo humano. O filme mistura ficção científica e crítica social, explorando alienação, poder e decadência. A atuação de David Bowie reforça o tom enigmático e melancólico da narrativa.

4 DE MARÇO

Apenas um Gigolô
David Hemmings, 1978, EUA, 18 anos

Na Berlim dos anos 1930, um jovem ex-soldado tenta sobreviver trabalhando como acompanhante de mulheres ricas. Aos poucos, ele se vê envolvido em um universo de decadência moral e ascensão do nazismo. O filme traça um retrato sombrio de uma sociedade à beira do colapso, marcada por oportunismo e solidão. David Bowie protagoniza a história com uma interpretação contida e ambígua.

1º DE ABRIL

Ziggy Stardust and the Spiders from Mars
D.A. Pennebaker, 1979, Reino Unido, livre

Registro do último show da turnê de Ziggy Stardust, o filme documenta a despedida de um dos personagens mais icônicos de David Bowie. Mesclando performance musical e bastidores, a obra captura a energia do glam rock no auge. O espetáculo se transforma em um marco da cultura pop e da reinvenção artística. Mais que um show, é o fim simbólico de uma era.

6 DE MAIO

Fome de Viver
Tony Scott, 1983, EUA/Reino Unido, 16 anos

Um casal de vampiros vive entre luxo, erotismo e decadência, até que a imortalidade começa a revelar seu lado trágico. Quando um deles passa a envelhecer repentinamente, a busca por uma solução leva a encontros perturbadores. O filme combina horror, sensualidade e estética sofisticada. A presença de David Bowie reforça o clima de sedução e fatalismo.

3 DE JUNHO

Furyo, Em Nome da Honra
Nagisa Oshima, 1983, Japão/Reino Unido, 16 anos

Durante a Segunda Guerra Mundial, prisioneiros aliados e soldados japoneses convivem em um campo de concentração no Sudeste Asiático. O choque cultural entre códigos de honra, disciplina e sobrevivência atravessa toda a narrativa. O filme questiona autoridade, culpa e desejo em um contexto de guerra. David Bowie interpreta um oficial britânico cuja presença desestabiliza as hierarquias do campo.

1º DE JULHO

Labirinto
Jim Henson, 1986, EUA/Reino Unido, livre

Uma jovem precisa atravessar um labirinto mágico para resgatar seu irmão, sequestrado pelo enigmático Rei dos Duendes. Ao longo do caminho, ela enfrenta criaturas fantásticas e desafios que testam sua maturidade. O filme mistura fantasia, aventura e musical. David Bowie brilha como o carismático e ambíguo vilão da história.

5 DE AGOSTO

Absolutamente Principiantes
Julien Temple, 1986, Reino Unido, 14 anos

Ambientado em Londres no final dos anos 1950, o filme acompanha jovens artistas em meio a transformações culturais e raciais. Música, moda e política se cruzam em uma narrativa vibrante sobre identidade e mudança. A obra celebra o nascimento da cultura pop britânica. David Bowie aparece em um papel marcante, contribuindo para o tom musical do filme.

2 DE SETEMBRO

A Última Tentação de Cristo
Martin Scorsese, 1988, EUA, 14 anos

O filme apresenta uma visão humanizada de Jesus Cristo, explorando seus conflitos internos e dúvidas espirituais. A narrativa aborda a tensão entre destino divino e desejo humano. Polêmico desde o lançamento, o longa propõe uma reflexão profunda sobre fé e sacrifício. David Bowie interpreta Pôncio Pilatos em uma participação memorável.

7 DE OUTUBRO

Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer
David Lynch, 1992, EUA, 18 anos

Prelúdio da série Twin Peaks, o filme acompanha os últimos dias de vida de Laura Palmer. A narrativa mergulha em um universo de violência, trauma e forças sobrenaturais. Lynch constrói um retrato perturbador da perda da inocência. David Bowie aparece em uma cena-chave, ampliando o mistério da trama.

4 DE NOVEMBRO

Basquiat – Traços de Uma Vida
Julian Schnabel, 1996, EUA, 18 anos

A cinebiografia acompanha a ascensão meteórica do artista Jean-Michel Basquiat no cenário artístico de Nova York. O filme retrata sua relação com a fama, o mercado de arte e as pressões pessoais. Arte, genialidade e autodestruição caminham lado a lado. David Bowie interpreta Andy Warhol, mentor e amigo do artista.

2 DE DEZEMBRO

O Grande Truque
Christopher Nolan, 2006, EUA/Reino Unido, 14 anos

Dois ilusionistas rivais travam uma disputa obsessiva por prestígio e inovação no fim do século XIX. À medida que os truques se tornam mais perigosos, limites éticos e pessoais são ultrapassados. O filme explora ilusão, sacrifício e identidade. David Bowie interpreta Nikola Tesla, figura-chave para o desfecho da história.

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