(foto reprodução video)
Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) e o Ministério Público (MP-SP) fazem na manhã desta quinta-feira (17) a operação Vectura Corrupta, que investiga lavagem de dinheiro e a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista.
Um dos alvos é Milton Leite (União Brasil), ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Até o momento, Leite não foi encontrado pelas autoridades. A assessoria do político emitiu nota: “Estou em viagem, não estou foragido e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas. Vou provar minha inocência em todas as acusações”.
Também foi preso Danilo Marco Morgado Silva (PL), candidato a deputado estadual pelo PL, partido de Flávio Bolsonaro. Morgado teria recebido dinheiro do PCC para financiar sua candidatura à prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, em 2024. Este tipo de financiamento seria outro braço da organização criminosa, segundo a investigação.
Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Oliveira teve duas passagens como presidente na empresa: uma em 2020, na gestão Covas (PSDB) e outra de 2022 a 2025, na gestão Nunes (MDB). Ele teria encontrado, ainda enquanto presidente da companhia, um intermediário do PCC para debater interesses da facção ligados a empresas de transporte.
Esse poder político está ligado ao poder econômico. Pelo menos 12 das 22 empresas que operam no sistema de transporte coletivo da capital paulista sã controladas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), segundo investigação do Ministério Público de São Paulo.
A maioria dos alvos, segundo a polícia, tem função de liderança dentro da facção. São advogados e políticos que fazem parte da organização criminosa.
Esta operação é a terceira fase da investigação que verifica a atuação do PCC no transporte público da cidade de São Paulo. Ao todo, são cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.
A ação da polícia e do MP-SP acontece nas cidades de São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão.
Tarcísio
Vale lembrar que em agosto de 2025, o jornal Estado de S.Paulo publicou uma matéria em que mostra a ligação entre o governo Tarcísio Freitas (Republicanos-RJ) com a organização criminosa PCC. A ligação é o capitão Diogo Costa Cangerana, preso na época, durante uma operação da Polícia Federal que investiga fintechs da Faria Lima, ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Para se ter uma ideia, Diogo aparece em fotos de campanha (acima) e esteve em ao menos 25 comitivas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos últimos dois anos, entre elas viagens para se reunir com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara dos Deputados e no ministério da Fazenda.
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