
A Polícia Federal cumpre 49 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10) em operação relacionada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A operação só foi deflagrada porque o relator não é o ministro André Mendonça, que tem blindado o senador Flávio Bolsonaro (PL) de qualquer investigação.
O Brasil inteiro já sabe da investigação da evasão de divisas da família Bolsonaro com os milhões de recursos do escândalo do Banco Master e da produtora Up do filme Dark Horse. Os recursos ou parte deles seriam do furto das pensões dos aposentados em várias cidades do Brasil e no estado do Rio de Janeiro, todos governados por políticos da direita e extrema direita.
São provas, comprovantes de pagamentos, áudio e uma delação premiada que confirmam os milhões de reais de Daniel Vorcaro do Banco Master para o fundo ligado à família Bolsonaro nos EUA e ao filme Dark Horse. Mesmo assim, o ministro André Mendonça blinda Flávio Bolsonaro.
André Mendonça também tomou decisão considerada ilegal de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, que tem comandado outras investigações que não estão sob a relatoria do ministro, como essa do Dark Horse em relação às emendas parlamentares.
Na operação de hoje, Karina Gama, produtora do filme, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP) são alvos da ação. Duas entidades de propriedade de Karina também têm buscas de agentes da PF: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito era de São Paulo e foi avocado para o STF.
Há duas investigações em curso sob a supervisão de ministros do STF sobre o filme “Dark Horse”: o caso que está com Flávio Dino se concentra no possível uso irregular de emendas parlamentares e dinheiro público que chegou a entidades/empresas ligadas à produtora do filme.
Um outro inquérito está blindado, sob a relatoria de André Mendonça, examina os repasses feitos pelo ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro a pedido de Flávio Bolsonaro e o percurso desse dinheiro.
Segundo a investigação da PF, uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação de que os serviços foram efetivamente prestados.
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