
O caso do financiamento do filme “Dark Horse” pelo Banco Master avançou com a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Operador financeiro ligado a Daniel Vorcaro, Mineiro entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovantes de sete transferências para o exterior feitas em 2025, que somam cerca de US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões).
O dinheiro foi enviado ao fundo Havengate, no Texas, administrado por Paulo Calixto, advogado que cuidou dos trâmites de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Como o ex-deputado se mudou para lá na mesma época sob a falsa alegação de perseguição política, a Polícia Federal e o Ministério Público apuram se a verba foi usada apenas na produção do filme ou se também custeou despesas pessoais dele no exterior e representa na verdade um fundo dos filhos de Bolsonaro.
Além das remessas oficiais, Mineiro afirmou ter entregue malas de dinheiro vivo — com valores entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão cada — a motoristas e intermediários indicados por Vorcaro. Para sustentar a acusação, ele anexou notas fiscais da compra das malas, gravações de câmeras de segurança e a identificação dos motoristas. O delator disse não saber o destino final das quantias, e os investigadores apuram se esse fluxo paralelo financiou gastos políticos ou a produção cinematográfica.
Mineiro revelao que “gerava” dinheiro em espécie a pedido de Vorcaro e entregava os valores dentro de malas a motoristas e intermediários indicados pelo banqueiro. Cada mala continha valores estimados entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão. Como elemento de corroboração para provar a sua versão à justiça, ele entregou aos investigadores as notas fiscais e recibos das diversas malas que comprava pela internet especificamente para transportar as cédulas.
Mineiro (Antonio Carlos Freixo Júnior) afirmou que entregava as malas de dinheiro vivo diretamente para Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, ou para motoristas indicados por ambos. Zetel repassou R$ 3 milhões em doação para Bolsonaro e mais R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas nas eleições de 2022.
O acordo de delação de Mineiro foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). (Do Ninja com informações do Globo)
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