Só Lula assinou o compromisso com Ciência, Democracia e Soberania da SPBC

(imagem reprodução – valter campanato -ag brasil)

Até agora, somente o presidente Lula (PT), entre os candidatos à Presidência da República, assinou o termo de compromisso com a Ciência, a Democracia e a Soberania, elaborado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

A entidade está convidando candidatos nas eleições 2026, principalmente a presidente e a governador, mas também deputados, a assumir compromissos com a Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). A iniciativa faz parte do Observatório das Eleições 2026, que reúne propostas da comunidade científica para orientar o debate sobre o desenvolvimento dos estados.

“Qual será o lugar da ciência no seu projeto de governo?”, questiona a presidente da SBPC, Francilene Garcia. Segundo ela, os estados já contam com universidades, institutos de pesquisa, pesquisadores, infraestrutura científica e jovens talentos capazes de produzir conhecimento, inovação e soluções.

“O desafio do próximo governo será saber mobilizar essa capacidade para gerar desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.

O Observatório das Eleições 2026 apresenta o caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos, que reúne 117 propostas da comunidade científica, distribuídas em sete eixos temáticos:

Ciência, Tecnologia e Inovação como Projeto de Nação;
Soberania Nacional; Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar;
Democracia e Segurança Pública; Equidade, Diversidade e Justiça Social;
Educação, Formação e Universidade;
Saúde Pública, Saúde Mental e Vigilância.

Compromissos
O Observatório funciona como uma via de mão dupla. Candidatos a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente são convidados a assinar um Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional.

A sociedade pode acompanhar as adesões, divulgadas por cargo e estado, conhecer as propostas elaboradas pela comunidade científica e levá-las ao debate eleitoral.

“A questão não é apenas o quanto o candidato pretende investir em ciência, mas como pretende transformar conhecimento em capacidade de enfrentar os desafios do estado”, diz Garcia.

Entre os compromissos assumidos estão tratar a ciência como política de Estado, com financiamento público previsível e de longo prazo; fundamentar decisões em evidências e ouvir a comunidade científica em temas técnicos; defender a autonomia das universidades e institutos públicos e a liberdade de pesquisa; proteger a democracia, suas instituições e a Constituição de 1988; e assumir posição pública sobre as propostas do caderno Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos relacionadas ao mandato pretendido.

Atualmente, mais de 60 candidatos de diferentes esferas políticas já aderiram à iniciativa. A participação ocorre por meio da assinatura do Termo de Compromisso. (Com informações da Agência Brasil)


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