Categories: Geral

Deputados de direita tentam livrar da prisão acusado de ser o mandante do assassinato de Marielle

Chiquinho Brazão, deputado expulso do União Brasil (foto agencia câmara)

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta quarta-feira (10), a análise da prisão de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), suspeito de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em março de 2018.

Há uma grande movimentação de deputados de extrema-direita para tentar livrar o acusado da prisão. A estratégia poderá ser falta de quórum na votação em plenário, visto que o voto é nominal e deputados não querem associar seu nome a liberação do presidiário.

Chiquinho Brazão está preso preventivamente desde 24 de março. A manutenção da prisão, no entanto, deve ser analisada pela CCJ e pelo plenário da Câmara dos Deputados, de acordo com o regimento da Casa e a Constituição Federal.

Na comissão, os parlamentares devem analisar o parecer do relator, Darci de Matos (PSD-RS), que foi escolhido para a função pela presidente da CCJ, a deputada bolsonarista Caroline de Toni (PL-SC). Para receber sinal verde, o texto favorável à manutenção da prisão precisa de maioria simples. Caso seja aprovado, o assunto deve ser o primeiro a ser analisado pelo plenário quando for aberta a sessão deliberativa seguinte.

No plenário, é necessária maioria absoluta, ou seja, 257 votos, para manter a prisão de Brazão. O caso será submetido a uma votação aberta e nominal, o que significa que, ao final, será exibido um placar com os nomes dos deputados e os respectivos votos.

O resultado que vier a ser proclamado pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), deverá ser comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que já havia autorizado a prisão preventiva. Na Corte, a autorização partiu do ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, a decisão foi mantida de forma unânime pela Primeira Turma da Corte.

Em seu parecer, o deputado federal Darci de Matos concordou com a tese do STF de que a prisão preventiva de Chiquinho Brazão foi decretada por atos de obstrução de Justiça. “A nosso ver, resta claramente configurado o estado de flagrância do crime apontado, seja por sua natureza de permanência, seja pelo fato de que os atos de obstrução continuavam a ser praticados ao longo do tempo”, escreveu Matos em seu relatório.

Depois da leitura do parecer do relator, em 26 de março, um pedido de vista coletivo adiou a votação para esta semana. (Brasil de Fato)

Carta Campinas

Recent Posts

Vini de Oliveira, da direita, é condenado por fake news contra flotilha e vereadora

(foto global sumud flotilla) A Justiça condenou o vereador de Campinas Vini de Oliveira (Cidadania)…

9 hours ago

Educadores podem inscrever projetos que fortalecem o diálogo nas escolas até o dia 30 de abril

Professora e intérprete de Libras Michelle Gonçalves Dinamarco, vencedora do concurso em 2025 (imagem divulgação)…

11 hours ago

Coletivo de fortalecimento feminino na literatura marca presença no Flipoços 2026

(imagem divulgação) Coletivo de fortalecimento feminino através da literatura marca presença no Flipoços 2026 com…

11 hours ago

Projeto quer a população na gestão e decisões sobre parques e áreas verdes de Campinas

Bosque dos Jequitibás (foto rogério capela - arquivo pmc) Um Projeto de Lei Ordinária (PLO)…

12 hours ago

Bolsonarinho 01 tem plano de congelar investimentos em educação e saúde da população

(foto pedro frança - senado federal) O Bolsonarinho 01 (PL) , o filho mais velho…

14 hours ago

Casa do Sol abre as portas para a terceira edição das Hilstianas; confira a programação

(foto nina pires - divulgação) A Casa do Sol, em Campinas, se transforma novamente em…

16 hours ago