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Após feminicídio cometido por GM, secretário de Segurança de Campinas será ouvido pela Câmara

(fotos reprodução redes sociais)

O caso de feminicídio cometido por um guarda municipal no último sábado (9) reacendeu o debate público em Campinas sobre o combate à violência de gênero na cidade. Após articulação das vereadoras da bancada de esquerda na Câmara, foi firmado um acordo com o líder do governo, Paulo Haddad, para que o secretário municipal de Segurança Pública, Christiano Biggi, preste esclarecimentos no Legislativo sobre ações de prevenção e a formação dos agentes de segurança em relação a crimes de ódio contra as mulheres.

A mobilização, liderada pela vereadora Guida Calixto (PT) em conjunto com Paolla Miguel (PT), Fernanda Souto (PSOL) e Mariana Conti (PSOL), foi motivada pelo assassinato da estudante de Direito Nájylla Duenas Nascimento, de 34 anos, pelo guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, horas depois de se casarem, durante festa no bairro DIC 4 no último sábado (9). O acordo substitui a convocação formal inicialmente protocolada pela bancada feminina.

De acordo com o boletim de ocorrência, Marinho atirou na noiva com a arma funcional após uma briga e fugiu. Momentos depois, segundo testemunhas, ele voltou ao local e fez novos disparos contra a vítima. Nájylla chegou a ser socorrida pelo Samu, mas não resistiu. Ela deixa três filhos, de 8, 12 e 15 anos.

O guarda foi levado à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi autuado em flagrante pelos crimes de feminicídio e violência doméstica. O caso também será acompanhado pela Corregedoria da Guarda Municipal, onde Marinho trabalha desde 1998.

“Feminicídio não é caso isolado. É resultado de uma violência estrutural que precisa ser enfrentada com política pública, responsabilidade e coragem”, afirmou Guida Calixto. A vereadora reforçou a necessidade de medidas efetivas e destacou a urgência da aprovação de um projeto de lei de sua autoria que está em tramitação e prevê a criação do Sistema Municipal de Combate ao Feminicídio, com ações integradas, protocolos e políticas públicas permanentes.

Carta Campinas

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