.Por Susana Drapeau.

Depois do documentário ‘Bolsonaro e Adélio – uma fakeada no coração do Brasil’, de Joaquim Carvalho (TV 247), a oposição ao governo Bolsonaro deve mudar totalmente de estratégia. O Brasil precisa esclarecer de uma vez por todas a nebulosa história facada de Adélio.

(foto de vídeo)

Depois do documentário, o impeachment se tornou menos importante do que uma CPI no Senado para desvendar exatamente o que aconteceu em Juiz de Fora em 6 de setembro de 2018, véspera do Dia da Independência. Aliás, essa data diz quase tudo.

Uma CPI para responder as inúmeras perguntas e lacunas levantadas pelo documentário de Joaquim Carvalho. É possível que uma CPI da facada faça Bolsonaro renunciar em menos de um mês de trabalho no Senado tamanha a quantidade de fatos suspeitos na história.

Diferente da CPI da Covid-19, no caso da facada os fatos já se encerraram. Todos os personagens podem ser convocados: seguranças, seguranças secretos, o próprio Adélio, advogados do Adélio, donos da do clube de tiro, filhos de Bolsonaro e tantos outros que fazem parte dessa história.

Durante o documentário de Joaquim Carvalho, é impressionante que todos os envolvidos diretamente no caso fugiram e não deram entrevistas mostrando o rosto. A CPI pode convocá-los para esclarecer os fatos.

Politicamente, a CPI é muito mais viável em um período de pandemia. Além disso, bem possível de ter assinaturas, visto que pode virar uma vitrine para senadores durante a aproximação de um ano eleitoral.