Em conversa interceptada pela Polícia Federal, o doleiro Dario Messer confirma a denúncia do ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Durán, e diz que pagou propina para o procurador Januário Paludo para garantir uma blindagem nas investigações da Lava Jato.
Os diálogos de Messer com a namorada, Myra Athayde, ocorrem em agosto de 2018 e descrevem um esquema de pagamento mensal de propina ao procurador, que dá nome ao grupo de Telegram – Filhos de Januário – da força-tarefa, como revelado pela série de reportagens da Vaza Jato.
Segundo reportagem de Vinicius Konchinski, no Portal Uol, as conversas foram obtidas pela PF no Rio de Janeiro, nas investigações que basearam a operação Patrón, última fase da Lava Jato do Rio.
Um relatório a respeito do conteúdo das mensagens foi elaborado pelo órgão em outubro e enviado à Procuradoria-Geral da República. Nele, a PF diz que o assunto é grave e pede providências sobre o caso.
Meninos
Na conversa com a namorada, Messer, que é chamado de “doleiro dos doleiros” fala sobre os processos a que responde e cita reunião de uma das testemunhas de acusação contra ele com o procurador. “Sendo que esse Paludo é destinatário de pelo menos parte da propina paga pelos meninos todo mês”.
Segundo a PF, os meninos de Messer são Claudio Fernando Barbosa de Souza, o Tony, e Vinicius Claret Vieira Barreto, o Juca, que trabalharam com ele em esquemas de lavagem de dinheiro investigados pela Lava Jato e viraram delatores depois que foram presos.
Em depoimento, os “meninos” disseram ter pago US$ 50 mil (cerca de R$ 200 mil) por mês ao advogado Antonio Figueiredo Basto em troca de proteção a Messer na PF e no Ministério Público.
Durán
Vivendo atualmente na Espanha, Tacla Durán denuncia há anos um esquema de propinas pago a investigadores da Lava Jato, mas nunca foi ouvido por autoridades da Justiça brasileira, que o consideram “foragido”, embora a Interpol tenha retirado qualquer alerta contra o advogado.
Durán também denuncia uma “panela de Curitiba”, referindo-se a um grupo de advogados que teria facilidades e acesso direto a integrantes da Lava Jato. Entre esses juristas, Duran já citou Figueiredo Basto que, segundo ele, receberia dinheiro mensalmente de Messer desde 1996 para barrar investigações contra o “doleiro dos doleiros” em Curitiba.
Segundo Durán, Figueiredo Basto, que é originário do caso Banestado – o primeiro grande caso onde Sergio Moro atuou -, pode já ter embolsado cerca de US$ 25 milhões pagos pelos doleiros.
Pelo Twitter, Tacla Durán compartilhou a notícia do Uol e fez uma indagação usando o “codinome” de Moro entre os procuradores.
“Porque ele nunca foi processado pelo russo em Curitiba? “Messer afirma em diálogo que pagou propina a procurador da Lava Jato no PR – 30/11/2019 – UOL Notícias”, tuitou. (Da Revista Fórum)
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