As ligações políticas do escândalo de corrupção no Hospital Ouro verde estão aparecendo e envolvem o prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), que publica o jornal Correio Popular e a Organização Social Vitale Saúde, que administrava o hospital.
As novas divulgações da trama que pode ter levado mais de R$ 4 milhões da saúde coloca o prefeito de Campinas como um investigado e reforçam a necessidade de CPI da saúde.
A primeira ligação foi a rápida nomeação do dentista Anésio Curat Júnior, ex-diretor do departamento de Saúde do governo Jonas Donizette. Ele foi afastado após o escândalo de corrupção, dia 30 de novembro, quando a Operação Ouro Verde encontrou na casa dele R$ 1,2 milhão. No entanto, no último dia 7, uma semana após o escândalo, ele foi novamente nomeado como gestor de parceria da Prefeitura.
O filho do dono da RAC é médico e dono da empresa GK de Godoy Radiologia, criada em 2010, que prestava serviços ao Hospital Ouro Verde, por meio de contrato com a Vitale. “Em agosto deste ano, Ronaldo Foloni, diretor geral da Vitale, recebeu uma ligação de Gustavo, que na sequência passou o telefone ao pai, o empresário do ramo de comunicação Sylvino de Godoy Neto. A Ronaldo, Sylvino relata duas conversas que teria tido com o secretário de Assuntos Jurídicos, Silvio Bernardin, e com prefeito de Campinas, Jonas Donizette, para pressionar a aprovação de um adiantamento ao contrato da Vitale para o pagamento de dívidas com fornecedores. Segundo Sylvino, Jonas teria dito que “têm recursos que estão entrando e que até o final de novembro deve estar com uma situação melhor de caixa”, relata o texto.
Além disso, em outro trecho do relatório é relatado que a Vitale Saúde só conseguiu o contrato para administrar o Hospital Ouro Verde por intervenção de Sylvino de Godoy junto a Jonas Donizete, indicando uma escolha viciada. Segundo as investigações, a escolha da Vitale para administrar o Hospital Ouro Verde estaria condicionada ao fim das reportagens do grupo RAC contra a antiga OS Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que administrava o hospital desde 2008.
Ainda segundo a reportagem, na conversa com o secretário, Sylvino teria feito, inclusive, uma “boa pressão”, considerando que “editorialmente isso vai pesar muito contra o Jonas” e advertiu o prefeito que vai ter que “noticiar, lógico, um colapso deste tamanho”. Os envolvidos negam qualquer participação.
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