O 3º Congresso da Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre (ANEL) começou nesta quinta-feira (4), na Unicamp, em Campinas. Centenas de estudantes de todo Brasil estão acampados nos gramados do ciclo básico (foto). “Já passaram de 1500 delegados credenciados para participarem do nosso encontro e o clima de apoio à greve na educação já toma conta do Congresso, divulgou em nota o site da ANEL.
A Assembléia Nacional é o fórum máximo de debates políticos e deliberações da entidade. A ANEL se contrapõe às posições da UNE (União Nacional dos Estudantes). Segundo a ANEL, diferente do congresso da UNE, “entidade governista e burocrática, o congresso da ANEL é livre, plural e democrático. Nele, vamos pensar propostas para organizar as próximas mobilizações dos jovens brasileiros, com o apoio de inúmeros movimentos sociais, lideranças sindicais e populares, intelectuais e uma delegação internacional muito representativa”.
A mesa de abertura contou com falas iniciais dos principais DCEs do Brasil. A ANEL fez a opção de escolher apenas representantes mulheres para falar por essas entidades. Izabella Lourença, da UFMG, parabenizou a presença dos negros no congresso e da importância da nossa entidade na luta por cotas raciais e por políticas de acesso e permanência nas universidades. Marcela Carbone, do DCE da USP, reafirmou a importância da unidade entre estudantes, professores e funcionários para organizar uma greve geral contra os cortes na educação. Poliana Belo (Poli), do DCE da UFAL, citou a importância da independência financeira da entidade e da vitória que é garantir a presença de todas as delegações no Congresso.
Os organizadores defendem um movimento estudantil com independência política e financeira. “O congresso da ANEL se coloca a serviço das mobilizações em curso e utilizará todos os espaços para fortalecer a greve na educação e a luta de juventude e dos trabalhadores por mais direitos”, ressaltam.
Veja programação:
Programação 3º Congresso da ANEL
Dias 04 a 07 de Junho.
Quinta-feira
Manhã: Mesa de abertura
Tarde: Painéis Temáticos
Transporte, mobilidade urbana e direito à cidade;
Criminalização dos Movimentos Sociais;
Drogas, desmilitarização e genocídio do povo negro;
Cultura, humor, mídia e política;
Pornografia, LGBTfobia e machismo;
Saúde e privatização;
Mulheres negras;
Transfobia e identidade de gênero;
Juventude e Trabalho Precarizado;
Internacional
Noite: Mesa sobre a situação política do Brasil.
Sexta-feira
Manhã: Mesa sobre educação
Tarde: Grupos de Discussão – Universitários de públicas, Universitários de Privadas e Secundaristas.
Noite: Arraial LGBT
Sábado
manhã: Mesa de opressões
Tarde: Oficinas Temáticas
Teatro do Oprimido;
Violência Sexual e Aborto;
Porque devemos impedir que Israel faça a segurança nas Olimpíadas 2016?;
Auto-defesa;
Discriminalização das Drogas;
Oficina de Turbantes;
Genocídio e racismo à juventude negra. O mito da democracia racial;
Formação de Atores;
Percussão Corporal;
Cacuriá;
Bonecas Negras;
Defesa Pessoal;
Noite: Atividade Cultural
Domingo
Manhã: plenária final
Tarde: plenária final
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