Haddad precisa chegar aos rincões de São Paulo para mudar o quadro eleitoral

(imagem divulgação)

As eleições 2026 estão se aproximando e um dos grandes desafios do campo democrático contra a extrema direita é o estado de São Paulo, um estado que nunca foi governado pela centro esquerda ou esquerda em mais de 500 anos, desde a invasão portuguesa que ‘descobriu’ o Brasil.

A campanha de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo tem grandes desafios. E não basta tentar mostrar o que Tarcísio de Freitas (Republicanos) representa politicamente, suas relações com pessoas próximas ao PCC, seu desastre na segurança pública, na educação, saúde e combate ao feminicídio. Nem os escândalos de sonegação envolvendo grandes empresas como a Ultrafarma, nem os escândalos do Banco de Edir Macedo.

É preciso dar atenção aos rincões do interior, chegar até as menores cidades. Haddad não pode repetir o mesmo esquema de campanhas anteriores, de se limitar aos polos regionais. É preciso ir mais a fundo no interior.

Essa ideia de mirar apenas os polos regionais, como Araraquara, Ribeirão Preto, Franca, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, São José dos Campos e outras não provavelmente não surtirá efeito diante deste quadro eleitoral. É preciso chegar mais próximo do eleitor, ir mais fundo no interior do estado de São Paulo. É preciso dar atenção para cidades pequenas no entorno desses centros regionais.

Valorizar o morador que muitas vezes é esquecido pelos governos estaduais. Haddad precisa falar diretamente com esses eleitores, ouvir demandas. Falar, por exemplo, com moradores de Morungaba, Engenheiro Coelho, Santo Antônio de Posse, Bady Bassit, Bálsamo, Cedral, Guapiaçu, Monte Aprazível, Álvares Machado, Martinópolis, Rancharia, Cândido Rodrigues, Taiúva, Pirangi e tantas outras pequenas cidades.

É possível que as cidades pequenas, no entorno de um polo regional, tenham uma repercussão maior na cidade polo, o que não acontece se a estratégia for só chegar apenas aos maiores municípios. (Editorial)


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