
O Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC) propõe um olhar crítico sobre as obras que compõem o seu acervo e o protagonismo feminino na construção de sua identidade na exposição “Ser em vez de estar”. A abertura será nesta sexta-feira, 3 de julho.
O recorte histórico vai da década de 1960 ao final do século XX, período marcado pelos tradicionais Salões de Arte promovidos pelo museu. A primeira diretora do MACC, Jacy Milani, também integra esse percurso histórico revisitado pela exposição.
Com foco na produção de mulheres que marcaram a história do museu desde sua fundação, em 1965, a mostra faz parte das comemorações dos 252 anos de Campinas e reúne obras de mais de 30 artistas.
A curadoria é compartilhada entre o chefe do museu, Evandro Santos, e a curadora Luiza Testa, e destaca como essas artistas contribuíram diretamente para a formação do acervo do MACC. “Foi um período de grande efervescência artística. Nos pareceu importante revisitar esse momento e observar como essas artistas participaram da construção da identidade da instituição”, afirma Santos.
Entre os nomes presentes na mostra estão artistas fundamentais da arte moderna e contemporânea brasileira, como Regina Silveira, Maria Auxiliadora, Amélia Toledo, Tereza Nassar, Fayga Ostrower, Jandyra Waters, Mira Schendel, Tomie Ohtake e Alice Brill. Muitas dessas obras chegaram ao acervo pela participação em exposições e doações ao longo das décadas.
A exposição também evidencia a produção de artistas ligadas ao contexto local, como Vera Ferro e Pama Loiola, reforçando o papel do MACC na valorização da cena artística de Campinas. Traz ainda obras de Maria Helena Motta Paes, integrante do Grupo Vanguarda, coletivo ligado à formação do próprio MACC, além de trabalhos de Anésia Pacheco e Chaves, cuja obra integrou a 20ª Bienal de São Paulo e chegou recentemente ao acervo por doação.
Para a curadora Luiza Testa, revisitar o acervo sob uma perspectiva de gênero é uma forma de reescrever narrativas históricas consolidadas. “Os acervos de museu não são coleções estáticas. Eles ganham novos significados a cada geração e a cada novo olhar curatorial. Revisitar esse conjunto de obras a partir de uma perspectiva centrada nas mulheres é uma forma de lançar luz sobre trajetórias que foram ofuscadas pelas narrativas dominantes da história da arte”, afirma. (Com informações de divulgação)
Serviço
Data: abertura 3 de julho de 2026 (sexta-feira)
Horário: 11h
Visitação: até 30 de setembro de terça a sexta-feira das 10h às 18h e aos sábados das 10h às 16h, exceto em feriados, com entrada até dez minutos antes do fechamento
Local: Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC)
Endereço: Avenida Benjamin Constant, 1.633, Centro, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita
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