Comunidades escolares fazem ato em Campinas contra autoritarismo e privatização

protesto educação
(imagem bdf reprodução)

Profissionais da educação e famílias, integrantes das comunidades escolares da Rede Municipal de Campinas, promovem manifestação e aula pública na próxima terça-feira, 26 de maio, a partir das 16h30, no Paço Municipal, denunciando os ataques que a Rede Municipal de Ensino vem sofrendo por parte da Secretaria Municipal de Educação (SME).

O Movimento lançou uma carta-manifesto em defesa da educação pública, democrática e inclusiva no município, denunciando medidas consideradas prejudiciais às condições de trabalho, à autonomia pedagógica e à qualidade do ensino público.

Com o lema “Quem define as rotas de nossa rede somos nós”, o Movimento afirma que a administração municipal, sob comando do prefeito Dário Saadi e da secretária Patrícia Adolf Lutz, promove um processo de centralização das decisões, avanço da privatização e desvalorização dos profissionais da educação.

Entre as principais críticas apresentadas estão a ampliação da terceirização na educação especial, a adoção de currículos padronizados e de avaliações diagnósticas externas e o enfraquecimento dos espaços de participação democrática nas escolas.

As comunidades escolares também denunciam a privatização da Educação Infantil, a precarização das condições de trabalho e a diminuição da autonomia pedagógica das unidades escolares. Segundo o manifesto, essas medidas comprometem princípios históricos da Rede Municipal de Campinas, reconhecida nacionalmente por experiências de gestão democrática, formação integral e pelo desenvolvimento de processos avaliativos amplos e participativos.

De acordo com o Movimento, o modelo que a nova SME quer impôr à Rede é aquele promovido na Rede Estadual Paulista por Tarcísio e Feder e que tem representado intensa precarização do trabalho docente e empobrecimento da formação dos alunos.

Em contraposição, o documento reivindica:

  • maior investimento público na educação;
  • valorização profissional e realização de concursos públicos;
  • redução do número de crianças por educadoral;
  • fortalecimento da educação inclusiva;
  • retomada da construção coletiva das Diretrizes Curriculares da Rede;
  • manutenção de processos participativos de avaliação institucional;
  • ampliação da participação de estudantes, famílias e profissionais nas decisões das
    políticas educacionais, assim como, fortalecimento dos colegiados de gestão democrática.
    O Movimento defende que as políticas educacionais sejam construídas com participação
    efetiva das comunidades escolares e reforça o compromisso com uma educação pública
    “socialmente referenciada, emancipatória e comprometida com a diversidade cultural e
    social das escolas”.
    Os organizadores afirmam que continuarão mobilizados em defesa da Rede Municipal de
    Ensino e contra as políticas que ameaçam a qualidade da educação pública em Campinas.

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