(fotos ricardo stuckert pr e vinicius loures cam dos deptuados)
As recentes pesquisas mostram dois pré-candidatos à presidência da República dominando a preferência dos eleitores brasileiros. Entre os dois há uma diferença básica e simples na forma como funcionará a economia do Brasil.
Vamos mostrar aqui como esses dois candidatos veem a economia. A diferença entre os dois candidatos está explicitada nas falas, na prática e discursos. Então, não dá para votar e depois se arrepender e dizer: “eu não sabia”.
Para não ser enganado, o eleitor precisa entender a proposta econômica dos candidatos de forma básica. Tanto Lula (PT) quanto o Flávio Bolsonaro (PL) são representantes de grupos políticos diferentes e as ideias econômicas são diferentes. E as políticas dos dois afetam a sua vida de forma diferente.
Basicamente, os governos eleitos arrecadam todos os impostos do país e decidem onde esses recursos serão investidos. E essa é a grande questão do plano econômico de cada candidato. Essa é a política econômica do candidato.
Flávio Bolsonaro já afirmou explicitamente que dará continuidade à política econômica que existia no governo Bolsonaro e citou nominalmente banqueiro e ex-ministro da economia, Paulo Guedes. Isso já mostra o que ele pretende fazer. Lula também já fez inúmeras entrevistas dizendo sobre como são suas ações na economia.
Vamos às diferenças:
A proposta de Flávio Bolsonaro é bastante interessante para os banqueiros, super-ricos e principalmente políticos que ficam com boa fatia do dinheiro público. Isso porque, como já foi revelado no seu plano e já foi praticado por Paulo Guedes durante a gestão Bolsonaro (2019-2022), a economia financeira do Brasil deve ser feita com o congelamento dos gastos sociais com Saúde, Educação, aposentadoria, etc. Ou seja, a classe média e a população mais pobre pagam a conta do ajuste fiscal. O mercado financeiro (e os super-ricos de outros setores) ficam felizes e, com isso, a economia funcionaria bem.
Então, o Plano Econômico de Flávio Bolsonaro o do seu grupo é o seguinte: esse volume grande de dinheiro arrecadado com salários e investimentos sociais é disponibilizado para as classes mais ricas e banqueiros, além dos políticos. Tendo mais lucros e ficando mais ricos, essa classe da elite econômica poderia investir e gerar empregos. Assim, teoricamente, a economia cresceria. Os políticos também ganham muito com esse plano porque sobram mais recursos para emendas parlamentares, perpetuando as famílias tradicionais na política e o Centrão. Por isso, o Centrão e grande parte da direita apoia Flávio Bolsonaro. É uma ideia e se você gostou, pode votar. E por isso, os aliados da família Bolsonaro dificultam o aumento do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho para 40h, etc. Flávio Bolsonaro é um representante legítimo dos mais ricos.
Já o Plano Econômico de Lula faz o oposto e é apoiado por parte dos políticos da direita, da esquerda e do centro. Lula afirma constantemente e pôs em prática no seu governo, com o ministro Fernando Haddad, que os recursos investidos na população é que promovem o crescimento do país. Por isso, defende o fim da escala 6×1 e todos os investimentos sociais.
Assim, os inúmeros investimentos em Educação, Saúde e programas sociais são, para Lula, o melhor Plano Econômico para o Brasil crescer. Isso porque ao investir na classe média e na população mais pobre, esses recursos entram diretamente na economia, fazendo com que a população em geral melhore de vida e também os mais ricos, que recebem esses recursos via economia real.
Ou seja, os ricos nunca perdem, mas há um detalhe. Com Flávio Bolsonaro, os super-ricos ficam com a chave do cofre. Eles sabem que Flávio Bolsonaro não vai fazer nada sem a aprovação dos super-ricos. Com Lula, a coisa muda. Lula é mais rebelde e os super-ricos precisam negociar. Além disso, os super-ricos produzir e vender seus produtos e serviços para a classe média e para os pobres para ficarem mais ricos.
Outra diferença importante é que a proposta de Flávio Bolsonaro de reduzir os gastos com a população e com os investimentos sociais faz a renda da população cair e a economia fica patinando, não consegue crescer. Fica num vai e volta esperando os investimentos dos super-ricos que podem fazer esses investimentos quando quiserem. Com Lula, a renda da população sobe e a demanda aumenta, forçando o investimento dos super-ricos no setor produtivo..
Mas e os programas sociais dos bolsonaros? Eles existem com bastante força nos anos eleitorais. Já para o governo Lula, esses programas são programas de Estado e devem ser permanentes.
Na prática isso ficou bem claro nas últimas eleições. Para tentar ganhar as eleições de 2022, três meses antes do pleito, Bolsonaro aumento em R$ 21 bilhões em recursos direto para os eleitores. Depois das eleições, ele não teria dinheiro para cobrir e continuar com esses gastos. Quando Lula venceu, durante a transição de governo, Lula negociou a aprovação de uma PEC para poder manter os programas sociais que ficaram sem recursos após as eleições. Ela ficou conhecida como PEC da Transição. E Lula manteve os programas durante toda mandato, o que permitiu um aumento do PIB nesses últimos anos.
Ou seja, essas diferenças não são apenas a visão dos dois candidatos ou o discurso, mas a prática dos dois grupos políticos com visão diferente. Então, fica fácil votar sem ser enganado, pelo menos na questão econômica. Bom Voto! (Se fizer um vídeo com essas informações, cite a Carta Campinas como fonte)
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