Democracia brasileira precisa com urgência de lei para se proteger do mentiroso contumaz

Flávio Bolsonaro
(foto saulo cruz – ag senado)

A democracia brasileira não vai durar muito tempo se alguns políticos continuarem agindo como mentirosos contumazes, que se utilizam da mentira como método político para enganar a população e ganhar benefícios.

O caso Flávio Bolsonaro, agora como pré-candidato, é escandaloso porque ele se utiliza dos mesmo métodos adotados pelo seu pai, que está preso não por ser um mentiroso contumaz, mas por atentar contra a Democracia. Não é possível que a democracia brasileira e a Justiça Eleitoral cometa o mesmo erro nas eleições de 2026. Veja mais abaixo.

Recentemente o Brasil aprovou uma lei contra o devedor contumaz. O devedor contumaz é um criminoso que faz da inadimplência fiscal uma prática sistemática, intencional e reiterada, utilizando o não pagamento de tributos como estratégia de negócios para obter vantagem competitiva desleal. Difere-se da dificuldade financeira momentânea, configurando dolo (intenção) e alto risco fiscal, frequentemente em setores como combustíveis, bebidas e fumo. Não é o devedor que deixou de pagar um tributo alto ou pequeno, mas o que usa a inadimplência (não pagamento de tributos) com método para vencer a concorrência e lucrar de forma desleal contra outros empresários.

O mentiroso contumaz na política não se difere em quase nada do devedor contumaz. É um criminoso que faz da informação ou acusação falsa uma prática sistemática, intencional e reiterada, utilizando o a mentira como estratégia de negócios na política para obter vantagem competitiva eleitoral e com ganho financeiro.

Vale ressaltar que o mentiroso contumaz não pode ser caracterizado pelo político que promete, mas não cumpre, porque isso não é possível de se prever que ele não cumprirá se for eleito. O mentiroso contumaz ataca adversários de forma vil, rasteira, desleal, com a intenção gerar um dolo político no adversário. Não é um dolo eventual, mas contínuo, incessante, repetidamente, principalmente em postagens de redes sociais e entrevistas.

É preciso estabelecer uma regra contra contra o mentiroso contumaz, de forma que o sistema eleitoral coloque uma lupa no candidato, um sistema de vigilância extra, quanto ele sistematicamente mente e ataca adversários com mentiras. Além de abertura de inquéritos e processos para casos de fraude comprovada.

Flávio Bolsonaro, antes do início do processo eleitoral e em pouco tempo, cometeu várias e graves mentiras para atacar Lula e obter ganhos de forma desleal. A falsidade foi tão absurda que foi aberto um inquérito a pedido da Polícia Federal (PF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, a PGR afirmou que a medida está amparada em uma publicação de Flávio Bolsonaro realizada em ambiente virtual público (redes sociais), acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República.

Esta mentira foi uma publicação feita por Flávio na rede social X no dia 3 de janeiro, em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post criminoso.

A publicação trazia ainda imagem da prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”. Além de falsa, trocando os sentidos das informações reais de forma intencional para causar dolo.

Em outro caso e de forma contumaz, o mentiroso filho de Bolsonaro usou uma imagem do governo do pai, Jair Bolsonaro, época em o resultado das políticas econômicas neoliberais de Paulo Guedes fez milhares de pessoas voltarem a passar fome. O mentiroso acusou o governo Lula de ter provocado aquela imagem causada pelo governo do pai dele.

Mentiu que o governo do pai dele foi o criador do PIX, sendo que ele desconhecia o PIX quando foi criado (veja vídeo abaixo) e também mentiu dizendo que nunca seu grupo político pensou em taxar. Paulo Guedes, ministro de Bolsonaro, falou publicamente várias vezes em taxar o PIX durante o governo Bolsonaro.

E Bolsonaro só conseguiu chegar ao poder usando a mentira como método, além do nebuloso atentado a faca do Adélio que frequentava o mesmo clube que o filho do Bolsonaro. Isso já é uma piada. O cara frequentava um clube de tiro e fez um atentado a faca? Interessante é o clube de tiro envolvido no atentado fica em Santa Cataria!, estado que importou dois filhos de Bolsonaro para continuarem vivendo da política. Não é curioso? (Editorial)


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