
O Centro Cultural Fêmea Fábrica, no Centro de Campinas, reabre as suas portas neste sábado, 11 de abril, com a exposição coletiva “Arqueologias de um Casarão”, roda de samba, degustação de culinária de raízes afro e discotecagem em vinil.
Das 15h às 20h, o público poderá circular pelos ateliês abertos, conhecer os artistas e vivenciar a atmosfera do casarão histórico, que passou por um processo de restauração, unido arte contemporânea e preservação patrimonial, reforçando o papel do casarão como guardião da memória da cidade e espaço de produção cultural.
A exposição, com curadoria de Taisa Palhares, reúne trabalhos dos dez artistas residentes da Fêmea Fábrica, que investigam em suas obras e com diferentes linguagens as camadas de memória, os vestígios materiais e as transformações da casa.
A mostra, explicam os organizadores, parte da ideia de arqueologia como prática poética e investigativa, propondo um diálogo entre passado e presente, refletindo sobre as temporalidades que habitam o lugar.
Gerações da arte
“Arqueologias de um Casarão” também resgata a história artística do espaço e destaca a continuidade entre as diferentes gerações com um conjunto de obras de Armando Vieira Alves, ou Vieira Armand, artista campineiro que viveu no imóvel durante toda a sua vida e onde produziu mais de 430 pinturas.
Estarão expostos ainda trabalhos do artista Egas Francisco, amigo próximo de Armando e responsável por manter viva a memória de sua trajetória, estabelecendo um elo entre o ontem e o agora dentro da exposição, ao lado de obras de Alexandre Silveira, Camillat, Gim Martins, Giselle Freitas, Leo Nucci, Lorena Avellar, Naia Pratta, Paula Dalgalarrondo, Sabine Penteado e Say Assanuma.
Samba, gastronomia e vinil
A programação inclui a participação do Samba da Camaleoa e do Saberes e Sabores Rainha Nzinga, que apresentam o projeto “Batuque na Cozinha”, iniciativa que une samba e culinária afrodiaspórica.
Nesta edição, a roda de samba comandada pela musicista e arte-educadora Shey terá as vozes das convidadas Nil Sena e Naná Cosme, e uma atração especial: o Ajeum, degustação de comida de raiz africana oferecida pelo afrochef Marcelo Reis.
Nos toca-discos, os DJs GabO e Sueyla conduzem a discotecagem. Com a música afro-brasileira como base de seus sets, GabO transita entre o regional, o swing-samba e o instrumental, indo de hits da MPB à nova cena musical. Na ponta da agulha de Sueyla, muito hip hop, groove soul e samba rock. (Com informações de divulgação)
Sobre o espaço
A Fêmea Fábrica é um espaço cultural independente que há seis anos promove e acolhe iniciativas voltadas à criação, formação e circulação artística. Localizado no Centro de Campinas, mantém uma programação contínua, com atividades gratuitas ou a preços acessíveis. Desde 2023, passou a ocupar o casarão da Rua Barão de Jaguara, onde trabalham dez artistas.
O espaço reúne uma variedade de ações culturais, como exposições, residências artísticas, lançamentos de livros, ateliês compartilhados, oficinas, cursos livres e sessões de cinema, além de apresentações de dança, teatro e música.
O centro cultural também recebe feiras de arte e de economia criativa, contribuindo para ampliar a visibilidade de artistas e fortalecer redes de produção em diferentes linguagens, ao mesmo tempo em que incentiva a ocupação cultural da região central e a geração de trabalho no setor.
Sobre o casarão
O casarão sede da Fêmea Fábrica foi construído em 1932 de frente para a atual Rua Barão de Jaguara e para o Largo do Pará. O imóvel, tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc), testemunhou as transformações urbanas de Campinas.
A Rua Barão de Jaguara, conhecida inicialmente como Rua de Cima ou Rua Direita, foi uma das primeiras do interior paulista a receber iluminação pública, telefone e energia elétrica.
O imóvel tem estilo eclético, comum nas décadas de 1920 e 1930, com paredes de tijolos maciços, lajes em concreto armado, caixilhos de madeira, gradis de ferro, pisos de madeira maciça e ladrilhos hidráulicos.
Serviço
Data: 11 de abril de 2026 (sábado)
Horário: 15h às 20h
Local: Centro Cultural Fêmea Fábrica
Endereço: Rua Barão de Jaguara, 576, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita
Mais informações sobre o evento e o processo de restauração: pelo Instagram @femeafabrica
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