
A terceira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada no início da manhã desta quarta-feira (4) pela Polícia Federal (PF). Entre os presos está Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por atuação mafiosa.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a prisão de Daniel Vorcaro nesta quarta-feira (4) está relacionada a mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-banqueiro que apontam planejamento de atos violentos contra pessoas consideradas adversárias por ele, incluindo jornalistas.
Um dos planos envolvia a contratação de pessoas para simular um assalto contra a vítima escolhida. A encenação serviria de pretexto para a prática de agressões físicas contra o alvo definido pelo grupo.
As investigações também apontam que o grupo reunia pessoas com diferentes vínculos institucionais. Entre os participantes estariam um ex-diretor do Banco Central, um ex-chefe de departamento da mesma instituição e um policial civil, que, segundo as informações apuradas, teria a função de executar ou encaminhar as ações de caráter miliciano autorizadas por Vorcaro.
Outro integrante do grupo seria Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro, que também participava das discussões no aplicativo de mensagens. Zettel é pastor da igreja Lagoinha em Belo Horizonte e foi o sexto maior doador das eleições de 2022 e o maior doador pessoa física da campanha para governador de São Paulo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e de Jair Bolsonaro (PL).
Nesta fase, os policiais investigam “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
A PF cumpre, desde cedo, quatro mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos endereços ligados aos investigados nos estados de São Paulo e Minas Gerais. “As investigações contaram com o apoio do Banco Central do Brasil”.
O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.
A medida tem por objetivo interromper “a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, informou a PF. (Com informações da Agência Brasil e 247)
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