A 23ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) começou na noite desta quarta-feira (30) com um auditório lotado e um tributo ao poeta Paulo Leminski, autor homenageado deste ano. O destaque da noite foi o músico e poeta Arnaldo Antunes, que emocionou o público ao compartilhar histórias de sua amizade com Leminski e recitar poemas do autor curitibano (1944-1989).
A abertura oficial ocorreu no Auditório da Matriz, com transmissão simultânea para o público reunido no Auditório da Praça — uma grande tenda com telão montada no centro histórico —, além de transmissão online pelo site da Flip, canal do YouTube e canal Arte1.
De forma envolvente e afetiva, Antunes relembrou a parceria artística e pessoal com Leminski, apresentou trechos de suas obras e cantou no palco, arrancando aplausos de pé da plateia. “Quando conheci a poesia dele, era como uma peça que se encaixava, para mim, entre a poesia concreta e a Tropicália”, disse Antunes.
Leminski, cuja obra é marcada pelo humor, experimentação e diálogo com múltiplas linguagens, também foi tradutor de autores como Samuel Beckett e James Joyce, além de músico, ensaísta, biógrafo, publicitário e judoca faixa-preta.
Essa multiplicidade de interesses e linguagens inspirou toda a curadoria da Flip 2025, como explicou Ana Lima Cecilio, curadora do evento: “O Leminski serviu como norte pra montar uma programação cheia de poesia e arte misturada. Ele fazia música, pensava poemas visuais, isso está refletido em toda a programação”.
O programa oficial da Flip 2025 reúne 21 mesas literárias com autores brasileiros e internacionais, todas no Auditório da Matriz, e são transmitidas ao vivo para diferentes plataformas e espaços da cidade. Entre os poetas confirmados, estão Alice Ruiz, Claudia Roquette-Pinto, Lilian Sais, Marília Garcia e Sergio Vaz.
Memórias, afetos e poesia
Ao longo de sua fala, Arnaldo Antunes compartilhou momentos íntimos da convivência com Leminski e a poeta Alice Ruiz, como visitas a São Paulo, onde compuseram juntos a música “UTI”. O artista também lembrou da generosidade de Leminski ao distribuir poemas como presente de Réveillon, reforçando como sua criação era uma forma de viver intensamente a poesia.
Para Antunes, Leminski deixou uma lacuna profunda na cultura brasileira, assim como outros nomes como Wally Salomão, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, Cássia Eller, Itamar Assumpção e Zé Celso. “Paulo Leminski era um elo entre a cultura e a contracultura. Ao mesmo tempo, erudito e popular, fácil e difícil, caprichoso e relaxado. Sempre libertário na forma e no conteúdo.”
A Flip 2025 segue até domingo (4), com uma programação intensa que inclui, além das mesas literárias, workshops, feiras, exibições audiovisuais, apresentações musicais e performances poéticas, em uma Paraty tomada pela arte, pelos livros e pela palavrar, em um grande encontro da literatura com o público e com a cidade. (Com informações de Camila Boehm/Agência Brasil)
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