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Universidades estaduais paulistas terão disciplina inédita no país sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência

Quatro universidades estaduais de São Paulo passarão a oferecer uma disciplina inédita no país voltada a garantir os direitos de pessoas com deficiência. A novidade estará disponível já a partir deste primeiro semestre deste ano.

A Disciplina Paulista de Acessibilidade e Inclusão será optativa e aberta a estudantes de todos os cursos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp) e Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Ao todo, serão oferecidas 8 mil vagas por semestre, totalizando 16 mil no ano.

O currículo da nova matéria abrange conteúdos que contribuem para promover uma educação mais acessível e inclusiva, como o estudo de barreiras físicas, atitudinais, tecnológicas e pedagógicas, direitos das pessoas com deficiência, cultura inclusiva, além de discussões filosóficas e éticas sobre inclusão.

O objetivo é reforçar a importância da acessibilidade, a partir de visão integrada e interdisciplinar, em diversos contextos sociais e educacionais, preparando os universitários também para aplicar conceitos de tecnologia assistiva e desenho universal em suas áreas de atuação. A disciplina estará disponível on-line na plataforma digital da Univesp, permitindo que os alunos acessem o curso de qualquer lugar, e faz parte de uma parceria das universidades com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD).

De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 18,9 milhões de pessoas – 8,9% do total – possui algum tipo de deficiência no Brasil. No estado de São Paulo, são 3,3 milhões, segundo o Observatório dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Cotas

Em setembro do ano passado, o Conselho Universitário (Consu) da Unicamp aprovou, por unanimidade, cotas de vagas para pessoas com deficiência em seu processo seletivo para cursos de graduação, se tornando a primeira universidade estadual pública do estado a adotar esse sistema. A medida beneficia tanto estudantes de escolas públicas como de instituições particulares, com reserva de uma a duas vagas por curso, ou até 5% do total de vagas disponíveis.

Carta Campinas

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