O Carta na Breja 5,9%, que vai ao ar nesta segunda-feira, dia 13 de maio, ao vivo às 21h30, recebe a economista Aline Marcondes Miglioli, é professora da Unicamp, formada em ciências econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mestre em economia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e doutora em desenvolvimento econômico pela Unicamp em parceria com o Centro de Estudos de Economia Cubana, em Havana. Pesquisa mercado imobiliário e economia urbana. Desde 2016, estuda o mercado de imóveis em Cuba.
O Carta na Breja 5,9% – Vai Pra Cuba! será transmitido ao vivo pelo YouTube, TwiterX e Instagram.
Na próxima quarta-feira, 15 de maio às 14h30, Aline Miglioli, junto com Fabio Luis Barbosa dos Santos (doutor em história econômica pela Universidade de São Paulo e professor do curso de relações internacionais da Universidade Federal de São Paulo) e Vanessa Oliveira (doutora em ciências da informação e da comunicação pela Universidade Paris 8, professora na Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisadora do projeto de extensão Realidade Latino-Americana, da Universidade Federal de São Paulo) lançam o livro que organizaram chamado “Entre a utopia e o cansaço: pensar Cuba na atualidade”, pela Editora Elefante, no Auditório Jorge Tápia na Unicamp (R. Pitágoras, 353). O lançamento terá a participação de Carlos Cordovano (autor de um capítulo e professor da Unicamp) e Joana Salém Vasconcelos (autora de um capítulo e professora na UFABC).
Segundo os organizadores, alguns assuntos, ainda que passem anos ou décadas, não saem do noticiário. Nem do imaginário. Cuba é um deles. Questões sobre Cuba não faltam. Por que as moradias em Cuba estão tão deterioradas e os carros são tão antigos? Existe internet na ilha? Por que tantos cubanos emigram? Por que existiram duas moedas e como está o cenário econômico do país? Há racismo e machismo em Cuba? E quanto à desigualdade social? Qual a situação da comunidade LGBTQIA+? Quais dificuldades o país enfrenta desde a morte de Fidel Castro?
Desde que um bando de barbudos deu início à luta armada que levaria ao sucesso da Revolução Cubana em 1959, a ilha é motivo de debates apaixonados. Entre a utopia e o cansaço busca romper com essa tradição: não a do debate, mas a das paixões.
Os 22 textos aqui reunidos complexificam os principais tópicos de discussão sobre a realidade cubana. Homossexualidade, religião, racismo, protestos políticos, participação popular, as Forças Armadas, as reformas econômicas e monetárias, a imigração, as relações com Washington, a nova Constituição, a juventude. A cada página, este livro se distancia da dicotomia estreita que, por um lado, destaca alguns aspectos da vida na maior das Antilhas como prova inequívoca de que o socialismo não funciona, ou, por outro, recorta a realidade de maneira a louvar apenas as evidentes benesses do regime.
As análises, portanto, se baseiam em uma Cuba de hotéis luxuosos e casas caindo aos pedaços, atendimento médico universal e escassez de alimentos, educação para todos e apagões elétricos, partido único e Facebook. Embora as vozes aqui reunidas tenham pontos de vista divergentes, nenhum dos autores e autoras desta compilação deixa de reconhecer a façanha do grupo de jovens revolucionários que, no quintal dos Estados Unidos, em plena Guerra Fria, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista e depois repeliu uma invasão militar ianque com a força da vontade de um povo comprometido com o anti-imperialismo.
Apesar dessa constatação, cada capítulo ressalta uma miríade de contradições que foram se acumulando ao longo de 65 anos de transformações nacionais, regionais e globais. Cuba, afinal, é uma pequena nação socialista localizada nas imediações do núcleo irradiador do capitalismo internacional — e assim se manteve mesmo depois do colapso da União Soviética, do Período Especial e da morte de Fidel Castro. Mas, a que custo? E por quê?
Todo mundo que estuda Cuba já teve de se debruçar sobre o conjunto de contradições que cada uma dessas perguntas suscita. Para o pensamento conservador, da extrema direita ao liberalismo democrático, só há uma explicação pueril: o socialismo falhou. Resta ao militante de esquerda ou aos estudiosos do tema contrapor essa simplificação com uma argumentação que, apesar de calcada na realidade, tornou-se um lugar-comum: a evocação da eficácia dos sistemas de saúde e educação gratuitos, que rendem à ilha ótimas posições nos rankings mundiais, a qualidade da pesquisa farmacêutica e a persistência do bloqueio econômico e financeiro imposto ilegalmente pelos Estados Unidos contra o país. Esses dois polos, embora desiguais no método e na orientação política, cristalizam a discussão acerca de Cuba aplainando suas complexidades, o que bloqueia as possibilidades de construção de conhecimento e reflexão.
Os textos escolhidos são plurais e não refletem necessariamente as opiniões dos organizadores. No seu conjunto, esta investigação sobre uma Cuba contemporânea, em que carros dos anos 1950 rodam com aplicativos de 2020, convida a repensar o lugar que a revolução ocupa no imaginário daqueles que lutam pela emancipação social. E, talvez, a repensar o lugar que a própria noção de revolução ocupará no imaginário político do século XXI.
Além de Aline Miglioli, você ainda tem análise, humor, diversidade de opiniões e com amigos que resistem ao fascismo no Brasil! Luís Parra, Miguel Leonel e Glauco Cortez e mais a sua participação pelo chat. (com informações de divulgação)
(foto global sumud flotilla) A Justiça condenou o vereador de Campinas Vini de Oliveira (Cidadania)…
Professora e intérprete de Libras Michelle Gonçalves Dinamarco, vencedora do concurso em 2025 (imagem divulgação)…
(imagem divulgação) Coletivo de fortalecimento feminino através da literatura marca presença no Flipoços 2026 com…
Bosque dos Jequitibás (foto rogério capela - arquivo pmc) Um Projeto de Lei Ordinária (PLO)…
(foto pedro frança - senado federal) O Bolsonarinho 01 (PL) , o filho mais velho…
(foto nina pires - divulgação) A Casa do Sol, em Campinas, se transforma novamente em…