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Criado por medida provisória durante o governo Temer, o chamado “novo” ensino médio, já nasce controverso, pois em nenhum momento envolveu os principais interessados: estudantes e educadores. E agora o movimento estudantil e a categoria docente pedem sua total revogação. No último dia 15 de março, foi realizado, em todo o Brasil, o “Dia Nacional de Mobilização pela Revogação do Novo Ensino Médio”, convocado pelas entidades do movimento estudantil e sindical da educação.
Nas ruas estudantes e educadores pediram a total revogação deste projeto, na busca de reverter retrocessos impostos à Educação de jovens brasileiros e brasileiras.
A implantação da política de ensino médio começou a ser realizada nas escolas brasileiras em 2022 e segue em etapas até 2024.
No começo deste mês de março, em nota, o MEC reconheceu que houve falta de diálogo no processo que levou à promulgação da lei do novo ensino médio e anunciou a criação de um grupo de trabalho para reunir todos os setores educacionais interessados em discutir o andamento do novo ensino médio.
Para falar sobre o assunto convidamos a professora Dirce Zan, da Faculdade de Educação da Unicamp e pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas, Educação e Sociedade da FEA. A professora faz uma análise sobre quais são os principais problemas dessa nova política educacional e também aponta que voltar ao que era não é a solução. (Da ADunicamp)
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