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Como as Igrejas evangélicas estão fraudando as eleições e a Democracia no Brasil

As seitas evangélicas, que cresceram no bojo da desigualdade social brasileira, montaram um sofisticado esquema para fraudar o processo eleitoral brasileiro.

Essas seitas, lideradas por falsos cristão obcecados por dinheiro e poder, construíram durante décadas uma engrenagem para burlar a democracia brasileira e controlar o poder.

O crescimento desse poder transformou a democracia em um verdadeiro caos que se vive hoje, sob a negligência do Poder Judiciário, da elite econômica, de intelectuais e cientistas e dos próprios democratas e partidos progressistas.

Esse sistema burla a fé para atingir objetivos políticos, econômicos e eleitorais. Ele funciona com vários pontos interligados, o que dificulta a punição e o próprio entendimento da fraude, assim como ocorre em uma fraude do sistema financeiro.

A partir do momento que conquistaram fiéis e recursos financeiros, esses pastores perceberam o poder político que tinham em mãos, principalmente porque receberam políticos durante anos para que, em busca de voto, tivessem a benção dos falsários.

Avançaram sobre os meios de comunicação, aumentando ainda mais os recursos financeiros e o poder de manobra da população.

Perceberam que poderiam montar seus próprios partidos políticos para enganar o sistema partidário e a laicidade do Estado. Sob o manto de um partido político, religiosos se aglutinam em busca da destruição do próprio sistema político.

Transformaram os templos, um espaço da liberdade religiosa, que recebe a proteção do Estado e da Constituição, em espaço de proselitismo político como o objetivo de destruir o próprio sistema político, como um câncer dentro do sistema político.

A fraude eleitoral começa de forma mais efetiva quando burlam o templo para doutrinar politicamente seu rebanho. Nas últimas eleições usaram os palanques religiosos como palanques eleitorais, burlando o sistema. Mas não é só isso.

Eles não arrebanham apenas o fiel que vai contribuir financeiramente com o enriquecimento dos líderes. Eles perceberam que estavam arrebanhando eleitores, que possibilitam o enriquecimento e um poder político e social muito maior. Hoje buscam mais eleitores do que fiéis.

Para arrebanhar eleitores, usam de várias fraudes em pelo menos três tipos de charlatanismo: psicológico, econômico e médico.

Promovem ajuda psicológica sem credencial para fazer, promovem charlatanismo econômico com promessa de que a fé levará à riqueza e promovem o pior de todos, o charlatanismo médico, inclusive em redes de televisão e emissoras de rádio. Isso tudo diante da omissão dos poderes constituídos.

Charlatanismo médico pode parecer uma redundância, mas eles diversificaram o charlatanismo de tal forma que a cura milagrosa é apenas uma das formas da falsificação.

Veja vídeo estarrecedor do The Intercept:

Carta Campinas

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