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Moção da ADunicamp repudia a liberação de mais sete projetos de garimpo na Amazônia

A ADunicamp (Associação de Docentes da Unicamp) divulgou nesta terça-feira, 7 de dezembro, uma moção de protesto e repúdio contra a decisão do general Augusto Heleno, ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência, que autorizou a operação de mais sete projetos de garimpo na região mais preservada da Amazônia.

A moção afirma que, além de colocar em risco as 23 etnias que habitam São Gabriel da Cachoeira, considerado o “município mais indígena do Brasil”, o garimpo é realizado sem controle institucional e constitui uma ameaça às riquezas ambientais e minerais do país. Leia, abaixo, a integra da moção:

“A ADunicamp protesta contra e repudia a decisão do general Augusto Heleno que acaba de autorizar mais sete projetos de garimpo de ouro em rios de uma das regiões mais preservadas da Amazônia e onde habitam 23 etnias indígenas.

O general, um dos principais conselheiros do governo Jair Bolsonaro e ministro do Gabinete da Segurança Institucional da Presidência, órgão que concede as autorizações, deu aval para os garimpos em São Gabriel da Cachoeira, município de 35 mil habitantes considerado o mais indígena do país, a 1.100 km de Manaus numa área praticamente intocada da floresta, na fronteira com Colômbia e Venezuela.

Com estes, os projetos considerados danosos de exploração de riquezas naturais na Amazônia autorizados por Heleno somam 81, 45 dos quais concretizados neste ano de 2021.

Os novos sete projetos, além de representarem graves riscos às comunidades indígenas próximas, são um verdadeiro saque às riquezas naturais do país, uma vez que diversas entidades que acompanham a exploração da Amazônia e as comunidades indígenas denunciam que o garimpo é realizado de forma descontrolada, sem nenhuma tipificação dos materiais e o ouro é comercializado sem que órgãos de controle possam sequer fiscalizar.

A ADunicamp se une às entidades que denunciam a invasão, com patrocínio do governo, de áreas destinadas à preservação ambiental e às reservas indígenas, com sérios prejuízos à floresta e às comunidades que sobrevivem da natureza e que dependem desses rios para sobreviver.”

Carta Campinas

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