(imagem reprodução)
Imagina usar a produção de um filme para disfarçar uma grande lavagem de dinheiro para paraísos fiscais nos EUA. É basicamente essa a suspeita da Polícia Federal (PF), que está reunindo elementos para apurar a prática de crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção em um inquérito que investiga os financiamentos concedidos ao filme “Dark Horse”, informa Elijonas Maia, da CNN Brasil.
Essas investigações ocorrem porque o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para apurar repasses de recursos, pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações da cinebiografia sobre o ex-presidente. De acordo com a publicação, o ex-banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025.
Em entrevista, Flávio Bolsonaro falou que apresentaria toda a contabilidade do filme. Já se passaram 60 dias e ele ainda esconde, o que levanta ainda mais suspeitas sobre uma lavanderia de dinheiro sujo acobertado pelo filme Dark Horse.
Além disso, agora se descobriu que o escritório de advocacia do senador Flávio Bolsonaro emitiu três notas fiscais que somam R$ 1,5 milhão para empresas ligadas à estrutura de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. Duas dessas notas foram canceladas e uma, no valor de R$ 500 mil, foi efetivamente paga
Para dar andamento às apurações, a equipe de investigadores da PF vai analisar notas fiscais, solicitar quebras de sigilo bancário e colher depoimentos de pessoas envolvidas no caso. Entre os depoimentos previstos está o do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A obra audiovisual “Dark Horse” narra de forma que bajula a trajetória política de forma a suavizar o extremismo de direita de Jair Bolsonaro (PL). O filme contou com um aporte financeiro de R$ 61 milhões realizado por Vorcaro, além de emendas parlamentares.
O repasse de Vorcaro ocorreu a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por telefone e depois visitou Vorcaro em prisão domiciliar. O parlamentar, por sua vez, nega qualquer irregularidade, sustentando a tese de que o financiamento se tratou de um acordo estritamente privado, firmado em um período no qual ainda não pesavam suspeitas sobre o Banco Master.
Apesar das justificativas, a investigação busca refazer a rota do dinheiro para checar se a totalidade do aporte milionário foi efetivamente destinada à produção do filme. Além disso, a Polícia Federal quer esclarecer a real origem dos recursos, uma vez que a apuração está inserida no contexto da teia de fraudes associada ao Banco Master e suas conexões. (Com informações do 247 e Agência Brasil)
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