Excrementíssimo senhor presidente

Excremento

.Por Marcelo Mattos.

​Perdão? Só peço a Deus, mas do rei exijo justiça”
(José Bonifácio)

Excrementíssimo senhor presidente,

Sirvo-me da presente para informar a Vossa Excrescência que, em certa feita, lendo uma antiga missiva endereçada ao nosso regente imperial, o caríssimo Pedro I, que durante 1821 e 1822 governou brevemente estas paragens, assim iniciava: “Muito Alto e Muito Poderoso Príncipe”… Tal citação me ocorreu para distinguir personalidades tão díspares e justificar a Vossa insignificância moral em face da escorreita menção perfecuntória, buscando tratá-lo adequadamente diante de tão baixa estatura deôntica e pequenez jactante ostentada.

(imagem Diário de Bolso – facebook – reprodução)

Com toda vênia, a Vossa manifestação armífera e o vernáculo chulo propalado na “live” semanal de 08/07 ao afamar “Caguei para a CPI”, demonstrou toda a perfídia, a aleivosia rasteira que não caberia a um chefe da nação, se acaso, em algum momento do mandato houvesse exercitado tal honraria.

Caso alvorotasse que pretendia “obrar para a CPI”, mais estranheza causaria, pois se há algo que jamais esteve afeto, diligente, foi ao ato laboral ou a qualquer mínima faina, já que a indolência de mondrião parlamentar foi seu “amicus curiae” na vagabundagem adulada, decorrente talvez dos anos a fio incrustado no come-e-dorme da caserna, cevado a muito leite condensado, picanha maturada e mamatas à granel.

Causa espécie o Vosso reiterado vernacular escatológico, com vocabulário demasiado indigno para um representante pátrio, que, por certo, insinuam algum desvio no desenvolvimento sexual, aquele a que Sigmund Freud alude na chamada “fase anal”, pois somente uma personalidade tão insalutar poderia reiteradamente, por fixação doentia e débil, referir-se em demasia às fezes, merda, titica ou a relação anal, no insulto homofóbico, persecutório à homossexualidade e assim por diante.

Talvez a Vossa digníssima boçalidade torpe ou a bostialidade das tripas o tenham estuporado a ponto de torná-lo um perfil esterqueiro, sem jaez, nausebundo a desferir impropérios à população brasileira.

Por fim, a população cordata dessa nossa Terra Brasilis espera que, num curto espaço de tempo, toda a imundice que cerca o Vosso desgoverno e a chusma de dejetos que são seus sustentáculos, escorram definitivamente latrina abaixo.

Cordialmente, prazo a Deus que, mesmo de longe, ainda nos seja dado ser ou nos afaste em alguma cousa da Vossa inutilidade presidencial, infecta aos Brasileiros e ao Brasil.

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