O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante encontro com lideranças empresariais, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Ser Voluntário
.Por Roberto Ravagnani.
Ainda tem gente que me pergunta por que ser voluntário, ou pior, para que ser voluntário? Eu ainda me dou o trabalho de responder, por que pode ser mais uma conquista, mais um a pensar no que o trabalho voluntário traz de bom para a pessoa, para a sociedade e para o mundo. Mas antes de explicar vale uma contra pergunta: sei que responder com outra pergunta não é uma ação tão inteligente, mas neste caso específico creio que vale.
Por que não ser um voluntário?
A partir de então vem aquelas respostas estranhas, tipo: “quem trabalha de graça é relógio”.
Não vou dar mais munição para inimigos, mas essa é uma das muitas explicações do porquê não ser um voluntário.
Vamos a contra resposta, já que perguntei também devo dar a minha resposta à pergunta inicial.
Os motivos para ser um voluntário são muitos, poderia ficar horas explicando um por um, mas não temos tanto tempo assim e o interlocutor certamente iria embora bem antes do final das explicações e não queremos esta atitude, queremos que ele possa ficar e ser induzido a pensar no assunto pelo menos.
Ser voluntário por me sentir bem, uma resposta curta e real; ser voluntário para aprender a me relacionar com as pessoas, uma das habilidades que o voluntariado traz; ser voluntário para poder cuidar do mundo, resposta ampla, mas que traz um dos benefícios que o voluntariado tem.
Ser voluntário para resgatar pessoas perdidas em suas vidas, para encaminhar animais para novos lares, para cuidar de jardins e eles nos darem flores, para saciar a sede e a fome de pessoas em situação de rua, para minimizar a dor dos que sofrem perante as drogas, para minorar o desprezo daqueles que não sabem ler e escrever, para dar dignidade para aqueles que não tem como se sustentar, para levar um sorriso para aqueles que sofrem o abandono.
São tantas as possibilidades que o trabalho voluntário nos traz que fica até chato para o interlocutor que fez a pergunta, portanto quando você que já faz trabalho voluntário escutar esta pergunta, responda com o básico: “Por que me faz muito bem”.
Roberto Ravagnani é palestrante, jornalista, radialista, conteudista e Consultor especialista em voluntariado e responsabilidade social empresarial.
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