Assessora que contratou Dallagnol saiu do ministro Fachin (STF) e foi trabalhar para banqueiros

No vazamento do site The Intercept Brasil, em que mostra que o procurador Deltan Dallagnol foi o destaque de um evento secreto com representantes dos bancos e investidores mais influentes do Brasil e do exterior, há uma informação que expõe as relações entre os poderes econômicos e o judiciário. E mais, mostra como estão intrincados e contaminados.

E isso não se deve só pela ida do procurador da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, terem participado deste evento secreto junto com banqueiros de J.P. Morgan, Goldman Sachs e Deutsche Bank, que também foram convidados.

(imagem blog reinaldo azevedo, intecept brasil mais arte)

O que chama a atenção também no encontro, que foi organizado pela XP Investimentos em junho de 2018, é a representante da XP que contactou o coordenador da força-tarefa da Lava Jato e que prometeu que o bate-papo seria “privado, com compromisso de confidencialidade”. Assim como havia acontecido com o ministro do Supremo, Luiz Fux.

Quem fez o convite da XP Investimentos que chegou a Dallagnol foi Débora Santos, que se apresenta como “consultora/ analista de política e Judiciário” da empresa. “No começo da conversa, ela diz que é esposa de Eduardo Pelella, que era o chefe de gabinete e braço direito de Rodrigo Janot quando Procurador-Geral da República. Antes de trabalhar na XP, Santos era assessora particular do Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF“, revela o texto.

Ou seja, do STF direto para os banqueiros, com casamento com Procurador da República. Veja o que foi publicado na coluna do Fraga, no R7, e reproduzido por Reinaldo Azevedo:

“Queria te convidar para um bate papo com investidores brasileiros e estrangeiros aqui em SP”, escreveu Santos. Dallagnol explicou que já tinha um evento agendado com a XP e pediu para Santos entrar em contato com sua secretária, mas mostrou mais interesse após a consultora explicar a natureza do evento. “Seria um público mais seleto. CEOs e tesoureiros dos grandes bancos brasileiros e internacionais”, ela detalhou. “Me passa uma lista de quem são?”, pediu Dallagnol.

Veja reportagem completa no Intercept

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