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Com shows gratuitos de Luciana Mello e Nega Duda, Festival Tereza de Benguela celebra as mulheres negras

(foto divulgação)

A cantora Luciana Mello é uma das atrações da terceira edição do Festival Tereza de Benguela, que acontece neste sábado, 25 de julho, a partir das 16h, no Largo do Rosário, no Centro de Campinas. O evento também recebe o Samba de Roda Nega Duda e reúne feira de economia criativa, com barracas de alimentação e artesanato, além de uma campanha de arrecadação de alimentos.

Realizado no Dia Municipal Tereza de Benguela e da Mulher Negra, Caribenha e Latino-Americana, o festival presta homenagem a uma das mais importantes lideranças negras da história brasileira. A data integra o calendário oficial de Campinas desde 2021, a partir de um projeto de lei da vereadora Paolla Miguel (PT), e busca valorizar a memória, a resistência e as contribuições das mulheres negras.

Conhecida como a “Rainha Tereza”, Tereza de Benguela liderou por cerca de duas décadas o Quilombo de Quariterê, no século XVIII, na região que hoje corresponde à divisa entre Mato Grosso e Bolívia. Sob sua liderança, a comunidade desenvolveu sistemas de organização política, produção agrícola e defesa, tornando-se um dos principais símbolos da resistência negra e indígena no período colonial.

Vozes negras

Com mais de 30 anos de carreira, Luciana Mello construiu uma trajetória marcada pela versatilidade e pelo diálogo entre samba, MPB e música pop. Filha de Jair Rodrigues, a cantora lançou nove álbuns solo e dividiu trabalhos com nomes como Luiz Melodia, Sandra de Sá, Emílio Santiago, Ed Motta, Pedro Mariano e Zeca Pagodinho.

Sua produção mais recente, “Casa da Lu”, lançado em 2024, destaca a presença feminina na história do samba. O projeto reúne participações de artistas como Alcione, Leci Brandão, Mart’nália, Fabiana Cozza, Marvvila e Simone, e deu origem a uma turnê dedicada à valorização das vozes femininas do gênero.

A programação também contará com a força ancestral do Samba de Roda Nega Duda. Natural de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, a artista traz para o palco uma trajetória ligada às manifestações populares da região, ao candomblé de matriz Angola e aos ensinamentos transmitidos por sua avó, Dona Buzu.

Reconhecida por seu trabalho de preservação e difusão do samba de roda, expressão cultural declarada Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela Unesco, Nega Duda já participou de festivais no Brasil e no exterior, levando a cultura do Recôncavo Baiano a palcos como o Festival de Inverno de Garanhuns, em Pernambuco, e o Printemps des Comédiens, na França. Seu grupo é reconhecido pela Associação de Sambadores e Sambadoras do Estado da Bahia. (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
Horário: a partir das 16h
Local: Largo do Rosário, Centro, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita, com doação voluntária de 1kg de alimento não perecível

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