Se você se alimenta de ‘fake news’ é melhor já parar por aqui a leitura desse texto. Isso porque a verdade é que após o Golpe de 2016 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a dívida bruta do Brasil explodiu. Em 2019 chegará próxima de 80% do PIB, segundo o próprio governo federal.

Os opositores ao PT dizem que o partido quebrou o Brasil, mas a verdade é que até a crise política de 2015, a dívida bruta se manteve estável durante todos os governos petistas de Lula e Dilma (veja gráfico da FGV))

Esse fato inquestionável, salvo se for analisado pela ótica do kit gay, é verificado por duas projeções, uma do FMI (Fundo Monetário Internacional) e outra pelo Banco Central, que começou a fazer o compto a partir de 2006, conforme pode ser verificado no gráfico da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A Dívida Bruta é o indicador que inclui tanto a dívida federal, como a dos estados, municípios e as operações compromissadas (títulos vendidos com resgate agendado). De acordo com o gráfico, a linha azul é do FMI e a vermelha do Banco Central, que tem alguns critérios diferentes.

O primeiro governo do ex-presidente Lula recebeu uma dívida Bruta, entregue após 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) próxima também dos 80%. Vale lembrar que FHC privatizou a Vale do Rio Doce e outras empresas para fazer caixa.

Os governo do PT erraram muito, assim como outros governos, mas se fosse verdade o discurso ideológico de que o PT quebrou o Brasil, os opositores já teriam arrumado a casa como fez o governo Lula em 2003. Já nos primeiros dois anos, o governo Lula reduziu a dívida e ela se manteve estável nos governos Dilma até o início do golpe em 2015. Já se passaram três anos da saída do PT do governo federal e a dívida continua crescendo, assim como o salário dos juízes. O governo Bolsonaro prevê crescimento da dívida até 2022.

Não vale a pena falar aqui que as reservas brasileiras (dinheiro em caixa do governo) saltaram de R$ 16 bilhões (início do governo Lula) para R$ 370 bilhões (fim do governo Dilma).

Vale lembrar que o ano de 2015 foi o ano em que o Brasil foi sequestrado pelas pautas-bombas do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB). A partir do Golpe, a dívida bruta ficou fora de controle, assim como a Democracia brasileira.

No ano passado, 2018, a projeção estourou novamente e deverá encerrar 2019 em 78,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país). Essa estimativa consta do Plano Anual de Financiamento (PAF) para a dívida pública em 2019, apresentado nesta segunda-feira, 28, pelo Tesouro Nacional, do governo Bolsonaro (PSL).

Elaborada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, a projeção leva em conta crescimento de 2,5% do PIB, inflação oficial de 3,9% pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic – juros básicos da economia – de 7% ao ano no fim de 2019.

Por esse cenário base do governo, a dívida bruta continuaria a crescer até 2022, quanto atingiria 80,6% do PIB e começaria a cair lentamente no ano seguinte até fechar 2027 em 74,3% do PIB. O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, no entanto, disse que as estimativas podem ser melhores ou piores, dependendo da capacidade do governo de cumprir com o ajuste fiscal.(Com informações da Ag. Brasil e do Instituto Brasileiro de Economia).