Fabrício Queiroz se torna peça-chave para esclarecer o assassinato de Marielle Franco

O ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz, se tornou uma peça importane no esclarecimento dos assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Isso acontece após a revelação de que a mãe e a esposa de Adriano Magalhães da Nobrega, miliciano apontado pelo Ministério Público de estar envolvido no assassinato, foram funcionárias do gabinete de Flávio Bolsonaro.

(imagens: divulgação e foto de video)

Flávio Bolsonaro atribuiu ao ex-assessor Fabrício Queiroz a indicação. E Fabrício admitiu na terça-feira (22) que indicou a mãe e a mulher do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, que também é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como chefe de milícia.

Uma nota da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, diz que, no período em que se escondeu da imprensa e do Ministério Público Estadual, Queiroz se abrigou no Rio das Pedras, totalmente dominada pela milícia que comanda a região, alvo da Operação Os Intocáveis do Ministério Público do Rio.

A defesa de Queiroz também emitiu uma nota, divulgada pelo jornal O Globo, em que informa ainda que o ex-assessor e o miliciano Adriano se conheceram no 18º Batalhão de Polícia Militar, onde os dois trabalharam juntos.

Os dois principais alvos da Operação Intocáveis foram o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, amigo de Fabrício Queiroz, e o major da PM Ronald Paulo Alves Pereira.

Eles foram homenageados, em 2003 e 2004, na Assembleia Legislativa do Rio por indicação do deputado estadual Flávio Bolsonaro. O parlamentar sempre teve ligação estreita com policiais militares. Adriano, que ainda não foi encontrado pela polícia, chegou a receber a medalha Tiradentes, a mais alta honraria do Legislativo fluminense.

Ronald, um dos presos na manhã desta terça-feira, ganhou a moção honrosa quando já era investigado como um dos autores de uma chacina de cinco jovens na antiga boate Via Show, em 2003, na Baixada Fluminense. Os dois são suspeitos de integrar o Escritório do Crime, um grupo de extermínio que estaria envolvido no assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).

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