Em São Paulo – Criado coletivamente por quase 2000 artistas, o Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona completa 60 anos em 2018. Resistente, segue apostando na paixão popular que sagrou as encenações de Roda Viva (Chico Buarque, 1968) e O Rei da Vela (Oswald de Andrade, 1967) em novas montagens que contam com realização do Sesc São Paulo e Itaú Cultural/Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer.

Após curtíssima temporada no Sesc Pompeia (6 a 9 de dezembro), Roda Viva estreia no Teat(r)o Oficina em 23 de dezembro, às 14h30, no âmbito da celebração dos 31 anos da Ethernidade de Luís Antônio Martinez Correa – rito anual realizado pela companhia há mais de duas décadas, em exaltação à vida e à memória do diretor de teatro, dramaturgo, tradutor, ator, professor e irmão de José Celso Martinez Correa, assassinado no Rio de Janeiro em 1987, vítima de um crime de homofobia – e permanece em cartaz até 10 de fevereiro, com seções de sexta a domingo, incluindo datas especiais, como Natal, virada de ano e aniversário da cidade de São Paulo.

O Rei da Vela, peça escrita em 1933 – período de ascensão do fascismo, do nazismo e do stalinismo –, foi publicada em 1937 e encenada pela primeira vez em 1967. Em um movimento inédito de artistas que não haviam se encontrado anteriormente, a encenação foi responsável pelo impulso descolonizador da tropicália antropófaga, anunciando o transe da terra em 1968, ano em que fez nascer o coro de teatro ainda desconhecido: o Coro de Roda Viva.

Chico Buarque de Holanda escreveu Roda Viva depois de assistir ao espetáculo O Rei da Vela. A peça de 1967, que revolucionou a encenação teatral no país, é considerada pela crítica como a primeira encenação essencialmente brasileira, pois acrescentou em sua montagem elementos antiliterários da cultura nacional: circo, revista, literatura surreal, carnaval; a chanchada, a anarquia, o deboche.

Roda Viva é compreendida como uma resposta, ou uma proposta alternativa de continuidade para a peça de Oswald de Andrade encenada por Zé Celso, que foi quem o jovem Chico Buarque, com 24 anos, convidou para encenar seu primeiro texto teatral, junto ao cenógrafo e figurinista Flávio Império.

E foi no final de 1967 e início de 1968 que o Coro de Roda Viva transformou radicalmente o Teat(r)o Oficina. A multidão que tomou o espaço do protagonismo era uma geração que trazia em si o anseio por todas as revoluções.

Inaugurou-se ali a linguagem coral no teatro brasileiro, um retorno aos ritos, aos dityrambos gregos, à prélógica indígena, da descolonização e radicalização do fazer teatral em plena ditadura militar no Brasil, em pleno nascimento da Tropicália, movimento cultural antropófago.

Se em 1968 o coro de Roda Viva quebrou a quarta parede entre palco e plateia, misturando e modificando o moderno teatro brasileiro e, consequentemente, o teatro contemporâneo, hoje, 50 anos depois, a bola do coro de 68 foi recebida pelo coro de 2018, com a incumbência de quebrar todas as paredes, em escala urbana. A religação do povo com a cultura e da cultura com o povo.

“Stamos inspirados pra contracenar com estes tempos. Anarcos coroados, bárbaros tecnizados contracenado com a democracia da oposição y o estranho estado frankstein sendo fabricado pela situação, além do além, isto é, aqui agora. Vivemos a emoção de criar teatro pra todos humanos. A luta da arte ao vivo q é o teatro, é a mesma de todxs q querem viver a vida ao vivo; em liberdade; sem a captura pela máquina de matrix implantada pelo modus vivendi do capitali$mo robótico; sem perestroika empresalista.” Zé Celso (Carta Campinas com informações de divulgação)

RODA VIVA | DE CHICO BUARQUE
Dias: 6 a 9/12/2018
Horário: Quinta a sábado, 20h. Domingo, 18h
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (meia: estudante, servidor de escola pública, + 60 anos, aposentados e pessoas com deficiência) e R$ 15 (credencial plena do Sesc: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes).
Venda online a partir de 27 de novembro, terça-feira, às 12h.
Venda presencial nas unidades do Sesc SP a partir de 28 de novembro, quarta-feira, às 17h30.
Local: Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93 – Água Branca, São Paulo, SP
Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)
Indicação etária: 18 anos

O REI DA VELA | DE OSWALD DE ANDRADE
Dias: 14 a 16/12/2018
Horário: Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h
Ingressos: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia)
Local: Auditório Ibirapuera- Oscar Niemeyer
Duração: 240min (com dois intervalos de 15 minutos)
Indicação etária: 14 anos
Informações: www.auditorioibirapuera.com.br
tel.: 11 3629-1075 ou info@auditorioibirapuera.com.br
*As vendas serão realizadas nos canais da Ingresso Rápido e na bilheteria do Auditório Ibirapuera.
Horários da bilheteria: Sextas-feiras e sábados, das 13h às 22h. Domingos, das 13h às 20h.

RODA VIVA | TEMPORADA NO TEATRO OFICINA | DE CHICO BUARQUE
De 23/12/2018 a 10/02/2019
Sexta a domingo
Horários: Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h
SESSÕES ESPECIAIS:
23/12 – DIA DE LUIZ. Domingo, 14h30.
25/12 – NATAL. Terça-feira, 20h.
31/12 – ANO NOVO. Segunda-feira, 20h.
Ingressos:
R$ 60 inteira
R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas)
R$ 25 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência)
R$5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia) – limitados à 10% da lotação diária
http://www.compreingressos.com/rodaviva
Local: TEATRO OFICINA UZYNA UZONA- Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP
Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)
Indicação etária: 14 anos

RODA VIVA 2018 | FICHA TÉCNICA
TEXTO | CHICO BUARQUE VERSÃO 2018 | ZÉ CELSO E CORO TEATRO OFICINA 2018 DIRETOR | ZÉ CELSO CONSELHEIRA POETA | CATHERINE HIRSCH ELENCO | RODERICK HIMEROS CAMILA MOTA GUILHERME CALZAVARA JOANA MEDEIROS MARCELO DRUMMOND
O CORO | SYLVIA PRADO ISABELA MARIOTTO CLARISSE JOHANSSON KAEL STUDART NASH LAILA LUCAS ANDRADE TULIO STARLING TONY REIS DANIELLE ROSA FERNANDA TADDEI CAROL CASTANHO CYRO MORAIS KELLY CAMPELLO CAFIRA ZOÉ MARCELO DALOURZI MARCELLA MAIA MAYARA BAPTISTA NOLRAM ROCHA VIVIANE CLARA ZÉ ED DIRETOR MUSICAL | FELIPE BOTELHO BANDA | AMANDA FERRARESI (VIOLONCELO) ANDRÉ SANTANA (BATERIA) CARINA IGLECIAS (PERCUSSÃO) FELIPE BOTELHO (BAIXO) GIULIANO FERRARI (PIANO) ITO ALVES (PERCUSSÃO) MOITA MATOS (GUITARRA) SONOPLASTA | GUSTAVO LEMOS COREÓGRAFO | IBRAHIMA SARR PREPARAÇÃO SENEAFRICA E HÖRÖYÁ | IBRAHIMA SARR, ANDRÉ RICARDO, BIRIMA MBAYE, MOUSTAPHA DIENG E AZIZ MBAYE TRADUTOR | MAMADOU SARR ARQUITETURA CÊNICA | CARILA MATZENBACHER E MARÍLIA GALLMEISTER ASSISTENTE DA ARQUITETURA CÊNICA | MARCELO X DIREÇÃO DE CENA | OTTO BARROS DIRETORA DE CENA CONVIDADA | ELISETE JEREMIAS ASSISTENTE DA DIREÇÃO DE CENA | FELIPE WIRCKER MAQUIAGEM E FIGURINO | SONIA USHIYAMA ASSISTENTE DE FIGURINO | SELMA PAIVA CABELO E VISAGISMO | VICENZO SOCCIO CAMAREIRA | CIDA MELO DESENHO DE LUZ | GUILHERME BONFANTI ASSISTENTES DE ILUMINAÇÃO | LUANA DELLA CRIST, PEDRO FELIZES E PADU PALMÉRIO OPERADORA DA LUZ | LUANA DELLA CRIST OPERADOR DE MOVING LIGHTS | PEDRO FELIZES OPERADORES DE CANHÃO SEGUIDOR | CYNTIA MONTEIRO E FILIPE SAMPAIO CORO DA LUZ | ANANDA GIULIANI E GABRIELA ROSSETTO ESTAGIÁRIO | GUILHERME SOARES OPERADORA DE SOM | CAMILA FONSECA ASSISTENTE DE SOM E MICROFONISTA | CLEVINHO FERREIRA CINEMA AO VIVO | IGOR MAROTTI E CECÍLIA LUCCHESI DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E ESTRATÉGIA | CAMILA MOTA, MARCELO DRUMMOND E ZÉ CELSO PRODUTOR EXECUTIVO E ADMINISTRADOR | ANDERSON PUCHETTI PRODUTORES | ANA SETTE E EDERSON BARROSO COMUNICAÇÃO, EDITORAÇÃO DO PROGRAMA E TEXTOS | BRENDA AMARAL, CAFIRA ZOÉ E CAMILA MOTA DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÕES, PINTURAS, DIAGRAMAÇÃO DO PROGRAMA | IGOR MAROTTI PESQUISA DE IMAGIÁRIO e MAKUMBAS GRÁPHICAS | CAFIRA ZOÉ e CAMILA MOTA ASSESSORIA DE IMPRENSA | BRENDA AMARAL FOTOGRAFIAS | JENNIFER GLASS TRADUÇÃO | MARIA BITARELLO ARQUIVISTA | THAIS SANDRINI

O REI DA VELA | FICHA TÉCNICA
TEXTO | OSWALD DE ANDRADE DIRETOR | ZÉ CELSO CONSELHEIRA POETA | CATHERINE HIRSCH ELENCO | MARCELO DRUMMOND TULIO STARLING SYLVIA PRADO CAMILA MOTA JOANA MEDEIROS ZÉ CELSO RODERICK HIMEROS RICARDO BITTENCOURT VERA BARRETO LEITE DANIELE ROSA TONY REIS CYRO MORAIS PONTO | CAROL CASTANHO CANÇÃO DE JUJUBA | letra de OSWALD DE ANDRADE e música de CAETANO VELOSO DIRETOR DE ARTE | HELIO EICHBAUER ASSISTENTE DO DIRETOR DE ARTE | LUIZ HENRIQUE SÁ ARQUITETURA CÊNICA | CARILA MATZENBACHER e MARÍLIA GALLMEISTER DIRETOR DE CENA | OTTO BARROS CONTRARREGRA E MAQUINISTA | ELISETE JEREMIAS CONTRARREGRA | FELIPE WIRCKER CONTRARREGRA SAPATINHO | CYRO MORAIS e KAEL STUDART ASSISTENTE ARQUITETURA CÊNICA E DIREÇÃO DE CENA | DANILO DOS SANTOS GONÇALVES CENOTÉCNICOS | CASSIO LUIS DA SILVA OMAE, LEANDRO BRUNO TEIXEIRA, DEOCLÉCIO ALEXANDRE DA SILVA ARAÚJO e REGINALDO PEREIRA DO NASCIMENTO COSTURA CENOGRÁFICA | ONEIDE CAUDURO ADERECISTAS | IGOR ALEXANDRE MARTINS e ANDREA GUZMAN CRIADOR DO BONECÃO ABELARDO I | RICARDO COSTA CRIADORA DA COBRA DE ABELARDO I | LALA MARTINEZ CORRÊA PINTURA ARTÍSTICA | VICENT GUILNOTO FIGURINISTA | GABRIELA CAMPOS ALFAIATE | LELLO COSTUREIRAS | JUDITE LIMA, CRIS MIKE, JOANA, SALETE SAPATEIRO | DAVI E PEDRO FREE SAPATARIA PINTURA ARTÍSTICA | SONIA USHIYAMA CAMAREIRA | CIDA MELO MAQUIAGEM | SONIA USHIYAMA ASSISTENTE DE MAQUIAGEM | ERICA GABRIELA PEREIRA DESENHO DE LUZ | BETO BRUEL ASSISTENTES DE ILUMINAÇÃO | LUANA DELLA CRIST e PEDRO FELIZES OPERADORA DA LUZ | LUANA DELLA CRIST OPERADOR DE MOVING LIGHTS | PEDRO FELIZES CANHÃO SEGUIDOR | VINICIUS TABARINI e CAFIRA ZOÉ PONTO DA LUZ | CAFIRA ZOÉ SONOPLASTA | NASH LAILA OPERADORES DE SOM E MICROFONE | CAMILA FONSECA e CLEVINHO FERREIRA DIRETOR DE VÍDEO / CÂMERA | IGOR MAROTTI DIREÇÃO DE PRODUÇÃO E ESTRATÉGIA | CAMILA MOTA, MARCELO DRUMMOND e ZÉ CELSO PRODUTOR EXECUTIVO E ADMINISTRADOR | ANDERSON PUCHETTI PRODUTORES | ANA SETTE, EDERSON BARROSO e KAEL STUDART COMUNICAÇÃO, EDITORAÇÃO DO PROGRAMA E TEXTOS | BRENDA AMARAL, CAFIRA ZOÉ e CAMILA MOTA ILUSTRAÇÕES DE CENÁRIOS E FIGURINOS | HÉLIO EICHBAUER DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÕES E DIAGRAMAÇÃO DO PROGRAMA | IGOR MAROTTI ASSESSORIA DE IMPRENSA | BRENDA AMARAL PESQUISA DE IMAGIÁRIO | MAKUMBAS GRÁPHICAS | CAFIRA ZOÉ e CAMILA MOTA FOTOGRAFIAS | JENNIFER GLASS ARQUIVISTA | THAIS SANDRI