Um eventual governo Bolsonaro seria a imagem do “autoritarismo líquido, autoritarismo fragmentário, em que se produz por medidas de exceção não por um governo de exceção, mas por medidas de exceção que convivem com medidas democráticas, por isso dá uma aparência de legitimidade.”
“Bolsonaro vai reduzir o espaço de interlocução com a democracia, aumentar a violência. É difícil até saber a que ponto, e se haverá retorno ao modelo totalitarista do século XX. Acho que o mais provável é manter algum tipo de relação formal com as instituições democráticas, mas na real vamos ter um estado totalitário, que é ainda pior.”
Em entrevista ao jornalista Luis Nassif, Serrano apontou que será uma eleição difícil para a parcela da sociedade que demanda respeito às liberdades individuais. “Vão tentar uniformizar os valor éticos e morais da sociedade e, numa sociedade como essa, isso só se consegue com violência”, disse, apontando prejuízo maior para minorias como negros, homossexuais e mulheres.
Até para o trabalhador vai sobrar porque, na prática, “o trabalhador na política de Bolsonaro é visto como o culpado de toda a crise. É o trabalhador que tem que pagar mais e receber menos direitos.” (Do GGN)
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