.Por Eduardo de Paula Barreto.
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As quatro estações do ano
Não se adaptam aos panos
Que habitam o meu armário
Elas vêm implacavelmente
E eu humildemente
Adapto o meu vestuário.
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Trata-se de um absurdo
Esperar que o mundo
Se adapte a mim
Sou pequena parte dele
Cabe a mim então render-me
Às suas variações sem fim.
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Mesmo que não me agradem
Grande parte das novidades
Que surgem a cada momento
Não me é dado o direito
De impor os meus conceitos
Como regras de comportamento.
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Que os inconformados que se assumem
Como incomodados se mudem
Para ilhas de um pensamento único
Cercadas por águas da estagnação
Onde a uniformidade de opinião
Atrofia os cérebros já minúsculos.
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