Alagoana, estudou na Bahia e viveu no Rio de Janeiro, cercada de gatos, loucos e livros. Ela se autodenominou uma psiquiatra rebelde, dizia levar um cangaceiro na pele, mas ergueu uma obra estruturada no amor. Não a palavra devastada pelo uso irresponsável, e sim o sentimento vivo, posto em prática e presente em seus principais conceitos: emoção de lidar, afeto catalisador, animal coterapeuta; o respeito irrestrito ao ser humano.
Os materiais do acervo pessoal da doutora, nunca antes expostos em panorama tão amplo, contam sobre sua família, sua prisão, a relação com Carl Gustav Jung (1875-1961), a terapia por meio das artes, o mergulho no inconsciente, a arqueologia do psiquismo – sua forma particular de fazer ciência. Há ainda trabalhos dos clientes da Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação (Stor) do Hospital Psiquiátrico de Engenho de Dentro – sua contribuição no meio das artes – e o legado contemporâneo do Museu de Imagens do Inconsciente (MII).
Permeada de registros audiovisuais e sonoros, que evocam sua presença e a de seus pares e exploram a palavra e os símbolos, a mostra provoca os visitantes a olhar outra vez para o que nossa sociedade tacha de louco, olhar para si e reconhecer se não somos iguais.
Mais informações podem ser vistas no SITE do Itaú Cultural. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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