Ação judicial no Enem mostra que ‘escola sem partido’ é caso de manicômio

A ação judicial feita pela Associação ‘escola sem partido’ contra a regra prevista no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) revelou a verdadeira face do movimento.

Isso porque o movimento pede liberdade de opinião total de um lado e censura de outro.

Para os pais inocentes de alunos, o ‘escola sem partido’ quer proteger seus filhos dos professores “doutrinadores”, ou que ensinem alguma filosofia ou crítica que questione a desigualdade social e econômica mundial.

Ou seja, a princípio o ‘escola sem partido’ surgiu para proteger as crianças e adolescentes com uma censura aos professores que questionam a realidade social e promovam alguma reflexão crítica.

Uma intenção ‘muito nobre’ podem pensar alguns pais, mas o velho ditado diz que ‘de boas intenções o inferno está cheio’. E deve estar mesmo.

Na ação movida contra as regras do Enem, o ‘escola sem partido’ derrubou a norma que diz que quem desrespeitar os direitos humanos na prova de redação pode receber nota zero.

A entidade diz que a regra é uma “punição no expressar de opinião”. “Ninguém é obrigado a dizer o que não pensa para poder ter acesso às universidades”, argumentou a Associação Escola Sem Partido.

Ou seja,  o ‘escola sem partido’ defende liberdade total e irrestrita de opinião para o aluno para desrespeitar os direitos humanos. E o que significa isso?

De acordo com a regra do Enem, isso significa que o jovem adolescente do ‘escola sem partido’ pode defender a tortura, a mutilação, assassinatos, justiça com as próprias mãos.  O jovem aluno pode também expressar racismo e violências de mulheres, negros, nordestinos, evangélicos, umbandistas etc.

Ou seja, o ‘escola sem partido’ quer liberdade total para opiniões monstruosas dos alunos. Ao mesmo tempo, ameaça o professor que discute questões históricas como a origem do lema da revolução burguesa “liberdade, igualdade e fraternidade”.

O professor não pode dizer ao alunos que se ergam contra injustiças, contra a exploração, protestem por uma vida melhor. Mas o aluno pode ser racista, homofóbico, nazista etc. Uau!!

Pela lógica do escola sem partido, o estudante do Enem pode escrever o seguinte na redação:

“O Brasil não tem solução se não fuzilarmos todos os membros da Associação Escola Sem Partido” (Opinião sem respeito aos direitos humanos, não é mesmo?)

Mas o professor não pode dizer:

“O ‘escola sem partido’ está à serviço da manutenção da desigualdade, da opressão, da doutrinação, do fundamentalismo religioso e de grupos de poder autoritários”

Ou seja: refletir sobre a desigualdade e a justiça não pode, mas expressar ódio e a violência pode.

A situação beira caso de manicômio. (Susiana Drapeau)

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