Sarau do Como? destaca as mulheres poetas e seu papel no empoderamento feminino

Nessa sexta-feira, 31, das 18h30 às 23h, acontece no Como? Espaço Vegano o “Sarau do Como?”, com organização da poeta e doutoranda Jhenifer Silva e participação da poeta Sarah Valle.

O Sarau acontece como um encerramento das atividades do “Empoderadas & Sensíveis” neste mês de luta internacional das mulheres e convida a todas e todos para um encontro poético, tendo em perspectiva a divulgação de poetas atuantes como parte da luta pelo empoderamento feminino.

Sabendo que a cena literária (não apenas brasileira) é dominada por nomes masculinos, torna-se imprescindível destacar o que mulheres imensas como Ana Luisa Amaral, Ana Martins Marques, Júlia de Carvalho Hansen, Micheliny Verunschk, Angélica Freitas, Matilde Campilho, Mariana Botelho, Yasmin Nigri, Adelaide Ivánova, Carla Diacov, Elizandra Souza, Mel Duarte, Jô Freitas e tantas & tantas outras, todas elas em suas particularidades, vêm fazendo com o que chamamos de verso, seja ele escrito ou falado. Portanto, a proposta é abrir o espaço Como? para xs interessadxs em poesia, sobretudo a produzida por mulheres da atualidade, sem esquecer o legado das que já foram, como Ana Cristina Cesar, Hilda Hilst, Sylvia Plath, Alejandra Pzarnik, Wislawa Szymborska, Emily Dickinson e as demais que conformam um longo eticetera. Pra você, mulher ou homem, que tem gosto pela escrita, será também um ótimo momento para compartilhar suas habilidades/afetividades com a palavra. No dia, haverá também um maravilhoso happy-hour.

O Sarau recebe como convidada a poeta Sarah Valle. Sarah nasceu em 6 de agosto de 1990. Mora em Campinas, onde planta açafrão-da-terra e phlai. Na Tailândia, construiu cabanas, vendeu chá no Vietnã. Nos últimos anos, mapeou O Espelho d´Água (Editora Medita, 2015). Escreveu dez poemas, recolhidos para a Coleção Kraft (Cozinha Experimental, 2014). Tem poemas publicados na Mallarmargens Revista de Poesia e Arte Contemporânea. Abaixo, um trecho de O Espelho d´Água.

“O espelho d´água: assim os andarilhos chamam o mar de Ilhas d´Água, segundo um antigo mito cosmogônico. Térea faz seu relato de náufraga sobre acontecimentos anteriores à Inundação, sob a perspectiva de Ka, Avamüz e uma multidão de alunos transgressores, andarilhos místicos, valetes assexuados e helankas mudos, os quais devem tomar uma decisão frente ao rompimento do Manto que recobre o arquipélago. Lançar-se ao mar – onde Io, o criador, os encontraria e reconduziria à origem – ou permanecer em Ilhas d´Água e encarar seu fim?”

Mais informações no evento criado no Facebook. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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