o doce e sonolento virar das páginas
que era como ondas quebrando suavemente na praia
invadia e anestesiava o corpo cansado
os pequenos murmúrios das respirações concentradas
o seco arrastar-se dos pés da cadeira
os passos raros, uma tosse, um espreguiçar-se
o frenético som dos teclados do computador
sua música ansiosa ou atenta
o ir e vir dos olhos sobre as páginas
o ir e vir do tempo como nunca arrastado
a delicadeza dos abajures azuis
que ficavam verdes quando acesos
as altas paredes de livros tão retamente colocados
não havia nada fora do lugar
e sobre eles aquelas árvores tão verdes contra o fundo de um céu azul
a tranquilidade e o desejo daquele céu assaltava
e havia ainda em todo aquele lugar de saber
um sopro que se elevava dos livros e encontrava
nos círculos de estrelas distribuídos pelas
várias pequenas cúpulas do teto
o lugar ideal para descansar
o mais difícil era se concentrar
o olhar atento surpreendia-se a vagar incrédulo
alguns rostos, feito os botticellianos,
pareciam ter acabado de despertar de um sonho
e eu pensava que talvez não existisse propósito melhor
para uma biblioteca
(Maura V.)
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