Por Eduardo de Paula Barreto
Dentre todos os criminosos
O mais perverso e indigno
É aquele que utiliza o voto
Como arma de bandido
Para roubar os cofres públicos
Enquanto discursa nos púlpitos
Pregando a honestidade
Com tanta hipocrisia
Que até Hitler sentiria
Complexo de inferioridade.
.
Com um misto de psicopatia
E profundo mau-caratismo
O político de moral sem valia
Professa religiosismo
E tenta convencer os eleitores
De que apenas bons valores
Norteiam o seu espírito
O que deixaria revoltado
Nervoso e desacorçoado
Até mesmo Jesus Cristo.
.
São reis da falsidade
Intérpretes da demagogia
Artífices da mediocridade
Mestres da hipnologia
E eles conseguem reunir
Em si os mais vis
De todos os pecados
O que logo desperta
Uma enorme inveja
No seu deus o diabo.
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