Um apocalipse zumbi pela ótica de fãs é o novo trabalho de Edegar Agostinho

Por Marcelo Gaudio

O quadrinista e ilustrador Edegar Agostinho está com um novo projeto no Catarse que deve chamar atenção dos aficionados pelos comedores de cérebro da cultura pop. Para quem ainda não percebeu, não estou falando da nossa fabulosa mídia, mas dos amados zumbis. O novo trabalho de Edegar se chama Mãe, Eu quero um apocalipse zumbi!

Edegar Agostinho é ilustrador freelancer, professor de desenho e está cursando o último ano do curso de Artes Visuais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Dentre vários trabalhos de ilustração, em 2015 lançou seu primeiro quadrinho, Tale Traker e o fanzine O Churros Encantado, este último em parceria com outros ilustradores como Mario Cau, Didi Mamushka e Fer Gaspar.

Essa criatura do novo trabalho de Edegar, o zumbi, surgiu na mitologia haitiana, mas foi modernizada na década de 1960, e vem conquistando o público de terror em ondas, a ponto de se tornar quase um subgênero do terror. No entanto, Edegar subverte esse gênero e ao invés de se embrenhar pelo terror, resolve imprimir sua veia cômica explorando o que chamamos de ‘Terrir’.

A história não acompanha um grupo badass, de homens e mulheres encrudescidos pelas mortes de seu mundo, personagens que já pareciam estar preparados mesmo antes de qualquer apocalipse. Pelo contrário, o grupo será formado por experts que sempre enfrentaram essas criaturas… na imaginação… um bando de nerds que jogam RPG e leem quadrinhos serão a linha de defesa contra as criaturas.

Mãe, eu quero um apocalipse zumbi!  começa após um apagão, humanos e animais se transformam nesses seres putrefatos, com exceção de quatro estudantes colegiais que agora tem que juntar suas (quase nenhuma) habilidades para sobreviver a esse novo mundo.

A revista, que acabou de entrar em financiamento coletivo pelo Catarse, terá 152 páginas em preto e branco. São oito modalidades de financiamento, que vão desde a edição em PDF, passando pela edição impressa e com frete grátis, até marca páginas, pôsters e as obras anteriores do autor

Para o projeto poder se concretizar é preciso que ele bata a meta de R$ 8.500,00, dinheiro que será usado desde a impressão do livro até o envio dele para a sua casa. Quem se interessar pode adquirir a revista por esse link.

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