De acordo com o sindicato, o governo Alckmin descumpriu acordo de reposição de especialistas firmado em dezembro com a categoria, depois de uma série de mobilizações dos médicos, e segue sem contratar médicos aprovados em concurso realizado em abril.
Segundo o sindicato, uma das equipes mais afetadas é a de nefrologia, que ficou sem nenhum médico disponível, “o que inviabiliza a condução de pacientes com insuficiência renal que dependem de hemodiálise e que até então eram atendidos no hospital”, informou a nota.
“O instituto tem 17 leitos e equipamentos aptos para realização de hemodiálise, mas sem profissionais médicos para o realizarem pode gerar risco de morte para pacientes graves”.
O sindicato informou ainda que, atualmente, o atendimento é feito por nefrologistas voluntários, mas o instituto corre o risco de perder seu status como referência no tratamento de doenças infecciosas graves, que dependem de hemodiálise.
Também por meio de nota, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas afirmou que sua escala de nefrologia está completa e que todos os profissionais são remunerados por seus plantões, mantendo assim o serviço de hemodiálise.
“Em relação às nomeações dos médicos aprovados em concurso, informamos que os primeiros profissionais já iniciaram suas atividades e o hospital aguarda apenas a continuidade das publicações, o que deve ocorrer em fevereiro, uma vez que já foram autorizadas pelo governo do estado.”
A nota do instituto acrescentou que o hospital é especializado em infectologia e só pode receber pacientes com insuficiência renal que tenham alguma doença infectocontagiosa. “Quando é este o caso e há vagas disponíveis, as transferências têm sido autorizadas.”(Agência Brasil/ edição Carta Campinas)
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