Por Luís Fernando Praga
No decorrer dos séculos dormentes,
Teremos nos matado aos milhões
E dado fim a rios e nascentes
E já tentado mil religiões.
Teremos destruído as florestas
Nos feito escravos pelo mundo inteiro.
Não haverá motivos para festas
Nem para ser felizes por dinheiro.
Por fim, ao fim de um avo da jornada,
Já nada oculta a globalização.
Nossa justiça injusta é questionada
E tudo dentro é ebulição.
Palavras sonham, em trevas envoltas,
Que luzes próprias devem ser acesas;
Assim, pelejam, pelas frases soltas,
Pra libertarem as ideias presas.
Então desistiremos da vingança,
Será em nossa carne toda a dor,
Renascerá o gérmen da esperança
E vingará a árvore do amor.
No anseio de correr por nossas pernas,
Já logo não teremos mais segredos…
E nossas transparências mais internas
Irão brotando pelos vãos dos medos.
Notando a gente livre a caminhar,
Quase não pisaremos mais espinhos,
Navegaremos leves pelo ar,
Aprendendo na escola dos caminhos.
E é assim que tudo se liberta,
Ao transcender o tampo da cabeça.
Pra cada um há uma hora certa,
Até que, enfim, a todos aconteça…
A música ocupa lugar de destaque na programação cultural da 3ª Feira da Reforma Agrária…
"Citrotoxic" (foto divulgação) Uma animação nacional premiada, curtas produzidos no interior paulista e um drama…
(imagem reprodução) Estudantes indígenas da Unicamp realizam nesta sexta-feira, dia 6 de novembro, às 10h,…
(foto reprodução - video protesto) A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciada nesta…
(foto denise jardim - divulgação) Marcada pela liberdade de criação e pela experimentação com cores,…
(foto divulgação) O BikeCine, circuito itinerante de cinema gratuito que usa a energia gerada pelo…