Governo liberal do PT gera ainda mais ódio em partidários da direita brasileira

O PT (Partido dos Trabalhadores) é um partido que nasceu renovando a esquerda brasileira no final dos anos 70 e início dos anos 80, mas ao chegar ao governo federal realiza uma agenda liberal e de direita desde o primeiro mandato de Lula. É certo que é uma agenda liberal civilizada, longe da selvageria neoliberal da extrema direita brasileira, incrustada em parte do PSDB, PMDB, PSC e outros.

E parece que cada dia mais o PT caminha para a direita, o que gera ainda mais ódio na oposição e em partidários da extrema direita. É por isso que o ministro Patrus Ananias, pode declarar: “o que os outros partidos fazem, o PT não pode fazer”. Claro, o PT está ocupando o lugar da direita e isso gera ódio, com suas razões.

A guinada no PT para a direita pode não ser boa para grande parte da população, mas é ainda mais danosa para os partidos de direita, que ficam sem ação ou caminham para a extrema direita. Veja a quantidade de gente que já bate panela ao lado de Bolsonaro, Golpe, Tortura, Ditadura etc. Perceba que crítica ao PT pela direita tem dois focos: o de que o partido faz política de direita e o discurso do ódio e udenista contra a corrupção.

Em 12 anos de administração Lula e Dilma, a agenda foi de um país liberal que busca a inclusão e ser civilizado. E essas foram as boas práticas da administração Lula e Dilma. ProUni, escolas técnicas, novas universidade públicas, Minha Casa Minha Vida, investimento em infraestrutura, concessões de aeroportos e rodovias, Bolsa-família, Pontos de Cultura, Mais Médicos, Programa de Erradicação do trabalho infantil e outros. Todos são projetos que poderiam muito bem serem feitos por um partido de direita.

Agora, para fazer economia, o que é louvável, Dilma Rousseff (PT) conseguiu aprovar um pacote que atinge o andar debaixo. Não é algo que retira direitos, mas deixa mais rigorosa a concessão de benefícios para a população mas pobre como seguro-desemprego, abono salarial, auxílio doença e pensão de morte. O ajuste atinge as faixas mais pobres da população.

No entanto, esse seria um ótimo momento para uma Medida Provisória (MP) para taxar também as classes mais ricas ao instituir o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), aumentar a alíquota da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições financeiras e recuperar o que foi sonegado/roubado pelos super ricos no escândalo do HSBC-Swissleaks e do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF-Zelotes).

Isso poderia render mais de 4 vezes o valor com o aperto do ajuste fiscal. E poderia ser facilmente aprovado se concedesse alguma redução de imposto sobre pequenas e médias empresas, por exemplo. Ou seja, taxar patrimônio e reduzir o custo do empreendimento empresarial. Seria uma boa política de direita.

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