Número de mortes por dengue no estado de São Paulo sobe 380% no bimestre

O número de mortes causadas pela dengue neste ano aumentou 380% no estado de São Paulo em relação ao primeiro bimestre de 2014. São 24 vítimas ante cinco. Os casos com sinais de alerta subiram 159%. O aumento das notificações foi de 697%, passando de 11.876 casos para 94.623. Os dados foram apresentados na manhã de hoje (6), em São Paulo, pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Em Campinas, suspeita de casos de dengue cresceram 160% no mês de fevereiro em relação a janeiro.

De acordo com o ministro, há dificuldade no controle da doença em alguma regiões, como o Sudeste, devido à crise no abastecimento de água. “Os moradores armazenam água em casa, o que ajudou a proliferar o mosquito.”

A dengue é uma doença em que a cada ciclo de três anos surge um novo tipo da doença, com aumento da quantidade de pessoas suscetíveis a ele. “Portanto, aumenta o número de casos. Temos dificuldades importantes de controle do mosquito em algumas regiões, como a região Sudeste que, em virtude da crise hídrica, os moradores armazenaram água em casa, o que ajudou a proliferar o mosquito.”

Embora a Sabesp negasse, em outubro passado já havia racionamento em 35 municípios, prejudicando 5 milhões de pessoas, o que levou muitas pessoas a estocar de maneira inadequada, em recipientes improvisados, muitas vezes sem tampa.

No final de janeiro, a crise de abastecimento hídrico como determinante de uma epidemia foi alertada pelo coordenador do Observatório de Clima e Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o sanitarista Christovam Barcellos. Em entrevista à Revista do Brasil, ele destacou a necessidade de reforço do sistema de vigilância para detectar surtos de doenças como a hepatite A, diarreia e a dengue. “Além de economizar água, a população deve relatar problemas de abastecimento, garrafões suspeitos, água turva e com mau cheiro, surtos de doenças na vizinhança”, disse.

O ministro falou ainda sobre a importância da prevenção, com a eliminação dos criadouros para evitar a proliferação das larvas, e a pulverização de veneno para matar os mosquitos, já que há ainda dois meses em que pode haver crescimento do número de casos. (RBA)

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