Cerqueira Leite volta a criticar criacionismo e fundamentalismo de Marina Silva

O físico e professor emérito da Unicamp, Rogério Cezar de Cerqueira Leite, voltou a criticar o fundamentalismo (e criacionismo) de Marina Silva (PSB) e seus os defensores, após polêmica de seu artigo publicado na Folha de S.Paulo. Ele publicou um novo artigo na Folha.

Einsten no centro da polêmica

Desta vez, o cientista critica os principais argumentos utilizados contra seu artigo anterior. Ele tenta diferenciar a crença em Deus e o fundamentalismo e responde ao candidato a ministro Eduardo Giannetti: “em seguida, vêm aqueles que procuram confundir o leitor com um sofisma elementar equacionando a crença em um Deus com o fundamentalismo. O pedante e ávido candidato a ministro de qualquer coisa e colunista desta Folha Eduardo Giannetti conclui sua diatribe com um exemplo de três cientistas que acreditavam em Deus.

Mais uma vez, a falácia. Acreditar em Deus é uma coisa, ser criacionista, fundamentalista, é outra. Equacionar coisas tão distintas ou é ignorância, ou é má-fé. Aliás, parece que o colunista não tem a mínima percepção da história do pensamento. Newton viveu na primeira metade do século 17 e começo do 18. O próprio Darwin, tendo vivido no século 19, não foi exposto à montanha de dados, acumulados principalmente no século 20, que comprovam inequivocamente a evolução, a própria teoria de Darwin.

Como descobriu o marinista que Einstein era deísta? Einstein disse uma vez que não acreditava que Deus jogasse dados. Uma metáfora contra a interpretação prevalecente à época e ainda hoje de que a variável fundamental da mecânica quântica expressaria uma probabilidade, e não uma certeza.

Não conheço nenhum testemunho de que Einstein acreditasse em Deus. Cerca de 30% dos físicos americanos dizem que acreditam em Deus, mas não conheço nenhum que seja fundamentalista”, anotou.

Cerqueira Leite continua sua defesa e critica professores da Unicamp: “Para não perder a oportunidade, os professores da Unicamp Alcir Pécora e Francisco Foot Hardman (0,1% do corpo docente da universidade), legítimos representantes da mediocridade que se instalou na Unicamp, concluem que minhas desconfianças em relação à maturidade de Marina Silva dão “ao racismo uma máscara pseudocientífica”. Repetem o besteirol fascistoide de Demétrio Magnoli. Que falta de imaginação! Que vergonha para a Unicamp!” (Artigo integral na Folha)

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