Gasto com educação básica cresceu 128% em 15 anos, mas ainda é pequeno no Brasil

Prefeitos e os governos dos estados brasileiros precisam aumentar o gasto com educação, assim como o governo federal, para diminuir a diferença entre o gasto público do ensino superior e do básico. No Brasil, as instituições públicas de ensino superior gastam quatro vezes mais por aluno do que gasta no ensino fundamental por estudante.

Gasto com educação básica ainda é pequeno

Isso de acordo com o relatório Education at a Glance, divulgado nesta terça-feira (9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa é a maior diferença de gasto entre níveis educacionais dentre todos os países do grupo. Os dados do relatório são de 2011.

O gasto por cada aluno da educação superior corresponde a 93% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro. O documento faz a ressalva de que entre, 1995 e 2011, o gasto por aluno na educação básica cresceu por volta de 128%, enquanto decresceu no nível superior.

O governo brasileiro gastou em educação 19% do total de seu gasto público, acima da média da OCDE, de 13%. Com isso, no ranking dos países, o Brasil é o quarto mais alto. Segundo o relatório, o Brasil investe quase um terço em educação do que investem, na média, os países da OCDE; O levantamento mostra também que, em relação ao PIB, o investimento brasileiro está acima da média desses países.

O gasto público total em educação representou 6,1% do PIB, e está também acima da média da OCDE de 5,6%, assim como acima de outros países latino-americanos como Chile (4,5%), México (5,2%), e Colômbia (4,5%). “De fato, o gasto com instituições educacionais tem aumentado em um ritmo mais acelerado que o PIB no período de 2000 a 2011”, diz o relatório.

O ministro da Educação comentou o resultado em coletiva de imprensa nesta terça-feira. “Temos tido uma evolução desse valor por aluno ao longo dos anos, temos feito um esforço para ampliar”, disse. Segundo ele, em 2012 (os dados da pesquisa da OCDE são de 2011), o investimento em educação em relação ao PIB aumentou para 6,4%. Sobre a relação entre o financiamento do ensino superior e básico, ele diz que a diferença tem diminuído.

“A questão do financiamento é um dos elementos que determinam a qualidade. Tem outros elementos, como a formação dos professores, a complexidade da gestão do ensino fundamental e médio”, acrescentou.(Agência Brasil/Carta Campinas)

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