
Música, dança, tambores, samba, culinária e saberes transmitidos entre gerações estão entre as mais de 30 atrações do II Festival de Cultura Popular e Tradicional de Campinas, que acontece neste sábado e domingo, 17 e 18 de outubro, na Sala dos Toninhos, na Estação Cultura. Com entrada gratuita, o evento reúne grupos, mestres, mestras, escolas de samba e comunidades que mantêm vivas diferentes manifestações culturais.
A programação combina shows, cortejos, apresentações de cultura popular, concurso de samba-enredos, vivências, gastronomia e duas feiras, uma dedicada à produção de mulheres negras e outra de povos indígenas. Também haverá exposições audiovisuais em videomapping, com projeções na fachada da Sala dos Toninhos.
Entre as atrações musicais estão a Banda Ori, com referências da percussão afro-brasileira, do reggae e da música popular, e o Grupo Casa Caiada, com repertório de samba. Também haverá manifestações como Folia de Reis, jongo, maracatu, Afoxé Ilê Ogum, Batuque dos Engraxates, com Mestre Marquinhos Simplício, e os tambores japoneses do Mitsuba Wadaiko.
Da Folia de Reis a concurso de sambas-enredo
No sábado (17), as atividades começam às 9h30, com a Chegança da Folia de Reis e a Mesa de Acolhida, com participação da Companhia de Reis Ases do Brasil. Ao longo do dia, o encontro de Samba de Bumbo Paulista coloca em contato o Samba de Bumbo Campineiro Nestão Estevam, de Campinas, e o Samba de Roda da Dona Aurora, de Vinhedo. A programação inclui ainda baterias de escolas de samba, a cerimônia do Toré Indígena e show da Banda Ori.
No domingo (18), as atrações incluem a Comunidade Jongo Dito Ribeiro e o Maracatucá, com o maracatu de baque virado. Às 15h, começa o Concurso do Samba-Enredo, que reúne as quatro escolas de samba de Campinas e integra a preparação para a retomada dos desfiles na avenida em 2027. O encerramento musical fica por conta do Grupo Casa Caiada.
Feiras destacam produção indígena e de mulheres negras
Durante os dois dias, das 10h às 22h, a Nhaneramõiguere – Feira Indígena reúne representantes de mais de dez etnias, com arte, adornos, grafismos, livros, publicações, culinária e outras produções dos povos originários. De origem Guarani Mbya, o nome significa “Encontro Ancestral”. Organizada em articulação com a Rede e Ponto de Cultura EtnoCidade, a feira também prevê cantos, danças, vivências e trocas de conhecimentos.
No mesmo horário, a Ọjà Obìnrin – Feira de Mulheres Pretas abre espaço para produções autorais, moda, artesanato e iniciativas de mulheres negras. O nome vem do iorubá: ọjà significa mercado e obìnrin, mulher. A proposta é valorizar o trabalho dessas produtoras e empreendedoras e ampliar a circulação de suas criações.
A gastronomia também integra o festival, com preparações indígenas Guarani Mbya, pratos afro-brasileiros da Flor de Dendê e alimentos associados às festas populares. Vivências culturais, brincadeiras e atividades para crianças e famílias completam a programação.
Videomapping resgata a memória cultural da cidade
Duas exposições audiovisuais ampliam o olhar sobre a história de Campinas. “Heroínas e Heróis da Campinas Popular” homenageia mestres, mestras, personalidades e grupos ligados às tradições populares, com fotografias, nomes e registros projetados na fachada da Sala dos Toninhos. Já “Campinas e Seus Carnavais — A História que o Samba Nunca Deixou Acabar” recupera a memória das manifestações carnavalescas e das escolas de samba da cidade.
O festival busca aproximar o público das comunidades responsáveis por preservar e renovar essas expressões culturais. “Muito dessa cultura popular e tradicional segue viva, mas ainda é pouco conhecida pela população”, afirma Marcelo das Histórias, coordenador do evento. Para ele, o encontro também é uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre as pessoas e reconhecer a diversidade que constitui a história local. (Com informações de divulgação)
Serviço
Data: 17 e 18 de outubro de 2026 (sábado e domingo)
Horário: das 10h às 22h
Local: Sala dos Toninhos – Estação Cultura
Endereço: R. Francisco Teodoro, 1.050, Vila Industrial, Campinas-SP
Ingressos: entrada gratuita
Programação: confira a agenda completa pelo link
PROGRAMAÇÃO
- 17 de outubro | Sábado
9h30: abertura com a Companhia de Reis Ases do Brasil, encantamento indígena e acolhimento em diálogos culturais com convidados(as).
10h às 22h: Feira de Mulheres Pretas, Feira Indígena, Feira de Culinárias Tradicionais e Populares, Atividades indígenas — vivências e brincadeiras
12h: Toré Indígena, com a Rede EtnoCidade
14h: cortejo das escolas de samba de Campinas Estrela D’Alva, Rosa de Prataa, Unidos do Shangai e Leões da Vila Padre Anchieta
15h: Mitsuba Wadaiko
16h: Afoxé Ilê Ogum
17h: Batuque dos Engraxates
18h: Encontro de Samba de Bumbo Paulista – Campinas e Região, com Samba de Bumbo Mestre Nestão Estevam e Samba de Roda Dona Aurora
18h40: exposição audiovisual em videomapping na fachada da Sala dos Toninhos “Heróis de Heroínas da Campinas Popular”
20h: Banda Ori
- 18 de outubro | Domingo
10h: Caixeiras das Nascentes
10h às 22h: Feira de Mulheres Pretas, Feira Indígena, Feira de Culinárias Tradicionais e Populares, oficina de grafismo indígena, Toré**
14h: Jongo Dito Ribeiro
15h: Maracatucá
16h às 18h: concurso de samba-enredo, com as escolas Leões da Vila Padre Anchieta, Rosa de Prata, Unidos do Shangaie Estrela D’Alva, e exposição audiovisual em videomapping na fachada da Sala dos Toninhos “Campinas e seus Carnavais: A História que o Samba Nunca Deixou Acabar
19h: Samba dos Toninhos – Memória e Ziriguidum, com Casa Caiada
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