Ao impedir trapaça da Globo, ministra Estela Aranha se torna candidata natural ao STF

(foto Alejandro Zambrana/TSE )

A decisão corajosa e correta da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu nesta quinta-feira (1°) que a TV Globo não poderia usar seu poder televisivo para mais uma vez manipular as eleições e prejudicar um candidato à Presidência da República, a torna naturalmente uma candidata ao Supremo Tribunal Federal.

A ministra Estela Aranha fez o que qualquer juiz sério deveria fazer. Impedir que a Globo mais uma vez manipulasse a opinião pública às vésperas das eleições. Afinal, ninguém que votou em 1989 pode se esquecer da manipulação feita pela Globo no debate entre Collor e Lula e também em outras eleições.

A ministra proibiu que a trapaça da Rede Globo que queria exibir o púlpito vazio do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate dos candidatos à Presidência da República que seria realizado às vésperas das eleições. A Globo tentava mais uma vez enfraquecer Lula e beneficiar Flávio Bolsonaro para manter seu poder de manipulação.

A decisão foi motivada por um pedido da coligação de Lula para suspender uma cláusula do contrato do debate que previa a exibição da cadeira vazia de candidatos ausentes. Ontem, a equipe do candidato informou que Lula não vai participar do debate.

Segundo a ministra, a participação no debate é facultativa, e a exibição da cadeira poderia prejudicar o candidato. Além disso, a ministra disse que os demais candidatos não poderão simular perguntas ao candidato ausente.

“A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas. Mas sem consequências que possam ser coercitivas, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato”, decidiu a ministra.

Ao desmontar a trapaça da Globo, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) também anunciou que não iria ao debate, após ter confirmado presença.

Estela Aranha é advogada formada pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), especializada em direito digital, proteção de dados e inteligência artificial. (com informações da Agência Brasil)


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