(imagem reprodução)
O Brasil inteiro já sabe da investigação da evasão de divisas da família Bolsonaro com os milhões de recursos do escândalo do Banco Master, parte da investigação do roubo das pensões dos aposentados em várias cidades do Brasil e no estado do Rio de Janeiro, todos governados por políticos da direita e extrema direita.
Mas agora não são só provas, comprovantes de pagamentos, áudio e uma delação premiada confirmaram os milhões de reais de Daniel Vorcaro do Banco Master para o fundo ligado à família Bolsonaro nos EUA. Mesmo assim, o ministro André Mendonça blinda Flávio Bolsonaro.
Em maio, o site The Intercept Brasil, divulgou uma reportagem com áudio de Flávio Bolsonaro (PL) em que le cobra R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A reportagem foi assinada por Paulo Motoryn, Eduardo Goulart, Laís Martins, Andrew Fishman, Cecília Olliveira, Leandro Becker e Mauricio Moraes.
O áudio que Flávio Bolsonaro cobra Daniel Vorcaro é uma prova concreta das transferências de valores, reconhecida pelo próprio Flávio, como verdadeira. Mas Mendonça não fez nada.
Daniel Vorcaro está preso, o pai de Flávio Bolsonaro também está preso, o diretor do Banco que financiou mansão de Flávio Bolsonaro está preso e o vice dos sonhos de Flávio Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP) é investigado e pode ser preso. Mesmo assim, Mendonça não faz impede investigação da PF.
Agora a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Operador financeiro ligado a Daniel Vorcaro, levou à Procuradoria-Geral da República (PGR) comprovantes de sete transferências para o exterior feitas em 2025, que somam cerca de US$ 12,3 milhões (aproximadamente R$ 69 milhões). André Mendonça teve de aceitar a delação e até agora não fez nada.
O dinheiro foi enviado ao fundo Havengate, no Texas, administrado por Paulo Calixto, advogado que cuidou dos trâmites de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Como o ex-deputado se mudou para lá na mesma época sob a falsa alegação de perseguição política, a Polícia Federal e o Ministério Público apuram se a verba foi usada apenas na produção do filme ou se também custeou despesas pessoais dele no exterior e representa na verdade um fundo dos filhos de Bolsonaro.
Além das remessas oficiais, Mineiro afirmou ter entregue malas de dinheiro vivo — com valores entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão cada — a motoristas e intermediários indicados por Vorcaro. Para sustentar a acusação, ele anexou notas fiscais da compra das malas, gravações de câmeras de segurança e a identificação dos motoristas. O delator disse não saber o destino final das quantias, e os investigadores apuram se esse fluxo paralelo financiou gastos políticos ou a produção cinematográfica.
Tem áudio, comprovante, provas, roteiro e delação, mas Mendonça não faz nada.
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