Cordelista de Campinas lança primeiro livro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

(foto pedro quintans – divulgação)

A literatura de cordel produzida por um artista de Campinas ganha espaço na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O cordelista Samuel de Monteiro participa da programação do evento nesta sexta-feira, 11 de setembro, e lança seu primeiro livro, “Será que foi assim? (Cordéis Alumbrados)”, publicado pela Editora Encruza.

Às 12h30, o cordelista estará no Espaço Cordel e Repente, da Editora Imeph, dedicado à literatura popular brasileira, onde declamará cordéis, autografará seu livro e terá seus trabalhos expostos. Sob curadoria de Lucinda Marques, o estande reúne atividades dedicadas à tradição da literatura popular brasileira e, nesta edição, homenageia o legado do escritor Ariano Suassuna.

Às 17h, Samuel participa da programação do estande do Conselho Regional de Biblioteconomia da 8ª Região de São Paulo (CRB-8), que tem como tema “Território livre: bibliotecas como espaço da democracia”, abordando o tema “O Papel da Literatura de Cordel na Formação de Novos Leitores”.

Esta é a segunda vez que Samuel de Monteiro marca presença na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, considerada o maior evento literário da América Latina e que ocupa o Anhembi, em São Paulo, de 4 a 13 de setembro.

Para o cordelista, a presença da literatura de cordel em um evento dessa dimensão contribui para ampliar o acesso do público à cultura popular e para aproximar novos leitores da produção dos artistas do gênero. “A Bienal do Livro é a celebração da nossa literatura e a oportunidade que nós cordelistas temos de apresentar o nosso trabalho. Eventos como estes acabam quebrando barreiras e preconceitos em relação à cultura popular”, afirma.

Escritor precoce

Nascido em 16 de maio de 1970, em Monteiro, na Paraíba, Samuel de Monteiro começou a escrever aos 13 anos. Filho do cordelista e repentista Asa Branca do Ceará, herdou do pai a tradição da poesia popular. Publicou mais de 200 cordéis e participou de diversas coletâneas.

Uma de suas obras, “A Lenda dos Cavaleiros da Água”, foi adaptada para o cinema em um curta-metragem de mesmo nome, com roteiro e direção da cineasta Helen Quintans, irmã do poeta. A produção já conquistou mais de 40 prêmios no Brasil e no exterior.

Radicado em Campinas, Samuel mantém a ligação com suas origens e atua na difusão da cultura de Monteiro e do Cariri Paraibano. O trabalho inclui apresentações, eventos e oficinas de literatura de cordel em entidades, pontos de cultura, bibliotecas e escolas. (Com informações de divulgação)

Serviço

28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Data: 4 a 13 de setembro de 2026
Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Ingressos: disponíveis pela plataforma Fever

Estande Cordel e Repente
Localização: DD 10
Data: 11 de setembro de 2026
Horário: apresentação das 12h30 às 13h30 e exposição das 9h às 22h

Estande Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo (CRB-8)
Localização: CC 28
Data: 11 de setembro de 2026
Horário: apresentação das 17h às 18h


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